Leonardo Martins - Mentalista

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quinta-feira, 27 de março de 2014

Felicidade e sofrimento

Como mentalista, meu objetivo é mudar a percepção da realidade das pessoas como forma de entretenimento. Para isso, eu estudo como mudar a percepção das pessoas principalmente no aspecto psicológico.

Uma preocupação minha é sobre a felicidade e o sofrimento. Mas o que é a felicidade e o que é o sofrimento? Como ser mais feliz e como viver com menos sofrimento?

Segue abaixo uma performance do francês Philippe Genty na mágica do britânico Paul Daniels.

O vídeo é triste, mas só há um jeito de viver sem sofrimento algum: é não viver.



Por que toda mágica é uma metáfora da vida.

Acho que a chave para a mudança do nosso humor (e com isso a descoberta dos momentos felizes em nossas vidas) é a mudança de pensamento através de uma nova percepção de vida.

Os pensamentos ajudam a definir qual estado de humor experimentamos em determinada situação. 
Uma vez estando presente um determinado humor, este é acompanhado de pensamentos adicionais que apoiam e fortalecem esse humor. 
É um circuito que se auto-alimenta.

É assim que funciona na hipnose, porque é assim que funciona a nossa mente.

Um bom exemplo é mudar a nossa leitura sobre eventos que acontecem conosco.

Até mesmo a ansiedade por ser transformada em aliada.

Aqui vai uma excelente palestra de Kelly McGonigal sobre como o estresse e pode ser transformado em algo positivo em nossas vidas.



(Acho que teria que escrever um post inteiro sobre sobre hipnose para mostrar como isso é verdadeiro em tantos níveis.) mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Hipnotizador coloca a si mesmo em hipnose, dispensa anestesia, e passa por 6 cirurgias

Um hipnotizador coloca a si mesmo em transe e passa por 6 cirurgias invasivas sem anestesia.


Alex Lenkei mesmo perguntou ao seu cirurgião ortopedista, "Como está indo?" No meio de uma substituição de tornozelo, sem "despertar".

Aos 66 anos de idade também fez um comentário indiferente sobre o barulho da serra que estava cortando seu osso do tornozelo.

Mr. Lenkei, de Worthing, West Sussex, acabou de terminar sua sexta, e grande operação, e disse: "Eu perguntei a eles se eu poderia fazer a operação com a hipnose. Eles concordaram, porque eles perceberam que eu tenho um histórico que mostra que eu era capaz de fazê-lo. E fiz."

"Eu não sou avesso à anestesia - é apenas que o meu controle da dor é infernal, e muito melhor do que a química. Além de curar muito mais rápido, o meu corpo não tem que se livrar de todos os produtos químicos."

Mr. Lenkei sofre de osteoartrite e disse que, enquanto ele podia sentir os cirurgiões trabalharem no seu tornozelo e podia ouvir todos os barulhos, não podia sentir qualquer dor durante a operação.

Ele acrescentou: "Tenho utilizado a auto-hipnose desde os meus 16 ou 17 anos ."


"A maioria dos médicos têm medo, porque, obviamente, não é algo que eles se deparam na profissão médica todo dia."

"O cérebro é um computador muito sofisticado, e se você apertar os botões certos, ele vai fazer coisas incríveis - se você apertar os botões certos vai mudar algumas coisas também fora."

Mas o hipnoterapeuta treinado comparou seu estado hipnótico como um a acordar lentamente nas manhãs de domingo, dizendo: "Você pode se virar e voltar a dormir ou você pode se virar e acordar."

Ele já sofreu seis operações sem anestesia geral, incluindo cirurgia na mão, a remoção de hérnia, e a soltura de um nervo preso perto de seu cotovelo.

O cirurgião Doiminic Nielsen disse: "Ele foi incrivelmente bem com a coisa toda."

"Para ser honesto, foi como fazer qualquer outra operação. Alex passou pelo processo, que teve um período muito curto de tempo, e ele nos disse que estava pronto para ir em frente."

"Foi então o caso de entrar e fazer a operação."


"Meu controle da dor é infernal, e muito melhor do que a química."
Alex Lenkei



"Veio a minha cabeça de que ele estava consciente e era capaz de corresponder."

"Ele fez alguns comentários durante a operação, que obviamente, nos chamava a atenção para esta estranha experiência. Ele comentou em um momento sobre o barulho das serras, e perguntou como estávamos indo. Foi muito estranho."

"Ele parecia ter-se colocado em um transe gostoso e não tinha nenhum problema em tudo o mais."

"Certamente foi um pouco estressante fazer o primeiro corte, não tinha certeza se ele seria capaz de senti-lo, mas uma vez que passei por isso, aos poucos se tornou muito parecido com qualquer outra substituição do tornozelo."

Sr. Nielsen, que agora trabalha no St George Healthcare NHS Trust, disse que um anestesista estava de prontidão no caso da hipnose falhar durante a operação - que é realizado através da remoção da articulação do tornozelo desgastado e a colocação de um implante na extremidade do osso da canela e a parte superior do osso do tornozelo.

"O procedimento todo foi exatamente o mesma que teria sido para alguém sob anestesia geral", disse ele.

"Se ela se torna-se dolorosa, ou influenciasse perigosamente a sua frequência cardíaca ou pressão arterial, então ele sido submetido a uma anestesia em uma fração de segundo."

Mr. Lenkei disse que espera um pesquisador científico investigar sua forma incomum de anestesia, se ele tiver que fazer uma outra operação.


Fonte: Express UK mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Novas descobertas sobre o funcionamento da hipnose

Pesquisadores da Universidade de Genebra, na Suíça, afirmam ter descoberto que a atividade cerebral é diferente quando o paciente está hipnotizado. Eles fizeram experimentos usando ressonâncias magnéticas do cérebro para analisar os resultados.


Os pesquisadores utilizaram a ressonância magnética para analisar os cérebros de 12 pessoas que foram testadas com movimentos das mãos antes e depois de uma hipnose que paralisou a mão esquerda. Cojan afirma que mesmo depois da hipnose os neurônios do córtex motor ainda estavam se preparando para a tarefa.

O estudo conclui que a hipnose induz a uma desconexão de comandos motores de processos voluntários normais, que dependem da influência dos circuitos cerebrais envolvidos no controle executivo e na auto-imagem, de acordo com Yann Cojan, do Centro de Neurociência da Universidade de Genebra.

Cojan afirma que o estudo confirmou que a “conexão funcional é um processo muito importante do cérebro” – e que a hipnose é capaz de modificar este processo. A parte surpreendente do estudo foi que o córtex parecia ignorar partes do cérebro com o qual ele normalmente se comunica durante os movimentos, afirma o pesquisador. A hipnose modificou áreas envolvidas na atenção, e também mudou conexões entre o córtex motor e outras regiões.

Além das 12 pessoas que participaram do estudo hipnotizadas, os pesquisadores também analisaram os cérebros de seis pessoas que não tinham sido hipnotizadas mas que receberam a instrução de “mentir” para o cérebro, fingindo uma paralisia na mão. “Os resultados sugerem que a hipnose pode aumentar processos de auto-monitoramento para permitir representações internas geradas pela sugestão e até guiar comportamentos, mas não age diretamente na inibição motora”, afirma Cojan.

Nas pessoas estudadas, as mensagens não eram enviadas pelos canais convencionais do cérebro, então quando eles recebiam a ordem de levantar a mão esquerda, não conseguiam. Cojan afirma que o estudo descobriu que a hipnose induz uma desconexão entre os processos normais envolvidos no movimento corporal. “A descoberta é um importante passo para estabelecer fundações neurobiológicas para o grande impacto da hipnose no cérebro e no comportamento”, diz o pesquisador. [original]


Fonte: Hype Science mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Auto-hipnose ajuda pacientes a controlar Síndrome de Tourette

Um novo estudo mostra que auto-hipnose ensinada através de vídeos pode ajudar adolescentes a controlar os tiques que caracterizam a Síndrome de Tourette.


Médicos da Case Western Reserve School of Medicine analisaram 33 pacientes com idades entre 6 e 19 anos. Depois de assistirem um vídeo que ensinava auto-hipnose quase todos os pacientes tiveram uma redução expressiva dos tiques.

Eles deveriam praticar técnicas de auto-hipnose três vezes por dia e depois responder a perguntas sobre sua percepção dos próprios tiques. Depois de 12 sessões do mesmo tratamento, os pesquisadores notaram que os pacientes haviam melhorado significativamente.

Esse tipo de terapia para controlar a Síndrome de Tourette é atrativa por não depender de substâncias químicas que, por serem muito fortes, podem trazer efeitos colaterais. O uso do vídeo também têm várias vantagens, incluindo um método padronizado para todos os pacientes.

O vídeo, além de ensinar a auto-hipnose, mostrava outra criança com Síndrome de Tourette, então o paciente podia visualizar seus sintomas e, automaticamente, ficava mais consciente dos seus tiques.

A Síndrome de Tourette é uma doença neurológica que se caracteriza por espasmos involuntários, tiques e reações muito rápidas. Normalmente, mostra seus sintomas em jovens de 5 a 18 anos. Estima-se que ela afete uma em cada 100 pessoas.


Fonte: Hype Science

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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Olhos provam estado hipnótico

“Deite-se, feche seus olhos e conte até dez.
Você vai começar a sentir sono, muito sono…”. 



Este método para hipnotizar pessoas é muito popular nos filmes, mas não é necessário usar tantas palavras: basta um gatilho para deixar a pessoa neste estado.

A mulher do vídeo mergulha em um estado hipnótico depois de ouvir a palavra “hypno”. Durante a transição, seus olhos não piscam e perdem o foco. Ela não faz mais nada, a não ser que a mandem fazer.


Há mais de um século, cientistas têm debatido a existência de um verdadeiro estado hipnótico, marcado por mudanças fisiológicas no cérebro que resulta em mudanças comportamentais. Para mostrar que esse estado não é algo que as pessoas podem fingir, pesquisadores compararam o olhar fixo da mulher neste vídeo com o de 14 outros indivíduos que foram instruídos a tentar recriar as mudanças no tamanho da pupila, a não piscarem e terem uma visão fixada como a da mulher hipnotizada.

Por mais que eles tentassem imitar os movimentos dos olhos, nenhum dos indivíduos foi capaz de fazer isso com precisão, porque estavam conscientes. Alterar o tamanho da pupila não é algo que as pessoas podem fazer apenas por sua vontade.

Os cientistas descobriram que durante a hipnose, a área frontal foi quase perfeitamente desligada do resto do cérebro. O lobo frontal do cérebro é uma área que desempenha um papel crucial na atenção e comportamentos, assim como movimentos oculares. No estudo, os cientistas tiveram que fazer pausas para que a moça do vídeo não ficasse com os olhos muito secos. Ela não piscava, a não ser que alguém a lembrasse de fazer isso.


Fonte: Hype Science

Dica do meu amigo, Ed Rocha. mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Segundo relatório, morte de engenheiros pode estar ligados a ataques psíquicos

Um relatório da Comissão de Inspeção do Gabinete do Primeiro-Ministro da Turquia chegou à conclusão de que as mortes de quatro engenheiros que trabalhavam para uma indústria de defesa nacional podem ter sido provocadas por ataque telepático.


As mortes de quatro jovens engenheiros turcos, tudo dentro do espaço de 14 meses, durante 2006 e 2007, pode ser conectado a telepatia, de acordo com um relatório do Conselho de Administração do Primeiro Ministério turco de Inspeção.

Quatro engenheiros que trabalham para a defesa turca, a gigante Aselsan morreram em circunstâncias misteriosas e as quatro mortes foram registradas como suicídio.

Familiares céticos têm  questionado o caso, apesar de relatos de que os homens haviam sido submetidos a tratamento psicológico antes de morrer.

De acordo com o Today's Zaman, a investigação sobre as mortes dos homens, Hüseyin Başbilen, Halim Ünsem Ünal, Evrim Yançeken e Burhaneddin Volkan, sugere que as vítimas podem ter sido direcionadas a cometer suicídios por meio de telecinese, citando o trabalho realizado pela especialista em neuropsicologia,  Nevzat Tarhan.

Nevzat Tarhan pede que os promotores não desconsiderem a possibilidade de telepatia ser responsável a pelas dores de cabeça e distúrbios graves que podem ter levado os homens a tomarem as suas próprias vidas.

Um dos homens, Hüseyin Başbilen, foi encontrado morto em seu carro em agosto de 2006, Halim Ünal morreu com um tiro em janeiro de 2007, Evrim Yançeken caiu da varanda de seu apartamento no sexto andar, nove dias depois e, dois anos mais tarde, outro engenheiro da empresa, Burhanettin Volkan, supostamente, também se matou.

Pelo menos dois dos homens disseram estar trabalhando em um sistema de reconhecimento de aviões de guerra (amigo ou inimigo) na época de seus suicídios, um projeto que foi trazido ao debate durante o início do golpe de Ergenekon que gerou um número significativo de  presos por uma suposta conspiração para derrubar o governo.

Hurriyet Daily News cita Nevzat Tarhan dizendo que as dores de cabeça e angústia nesses homens podem ter sido enviados por ondas cerebrais a 1,5 km de distância (pouco menos de uma milha).

O relatório, que foi enviado ao Gabinete do Procurador-Geral de Ancara para uma investigação mais aprofundada, não chega a qualquer conclusão se as mortes foram assassinatos ou suicídios.

Recentemente, o âncora e editor-chefe da emissora privada turca 24, Yiğit Bulut, afirmou que "certos poderes" estavam tentando matar o controverso primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan usando telecinese. Mr Bulut, embora amplamente ridicularizado pelos comentários, já foi nomeado como consultor chefe para Erdoğan.


Fonte: The Independent
Mais sobre o assunto: World Bulletin

Dica do meu amigo, Cristiano Requião. mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Doente de preocupação

As expectativas podem lhe fazer mal. O medo pode fazer com que você fique frágil. Compreender o efeito “nocebo” pode ajudar a prevenir este doloroso fenômeno.



Algo estranho estava acontecendo na Nova Zelândia. No outono de 2007, as farmácias de todo o país começaram a distribuição de uma nova formulação de Eltroxin, a única droga de reposição hormonal da tireóide aprovada e paga pelo governo e utilizada por dezenas de milhares de neozelandeses desde 1973. Dentro de alguns meses, os relatórios de efeitos colaterais começaram a chegar para a agência de monitoramento do governo. Estas incluíam os efeitos colaterais conhecidos do fármaco, tais como letargia, dores articulares, e depressão, bem como os sintomas não normalmente associados com a droga ou doença, incluindo a dor ocular, prurido, e náuseas. Então, no verão seguinte, as comportas se abriram: nos 18 meses após o lançamento dos novos comprimidos, os relatórios de eventos adversos da Eltroxin aumentaram quase 2.000 vezes.

O estranho é que o ingrediente ativo na droga, “tiroxina”, era exatamente o mesmo. Testes de laboratório mostraram que a nova formulação era equivalente biologicamente à antiga. A única mudança foi que a empresa farmacêutica, a GlaxoSmithKline, havia mudado seu processo de fabricação do Canadá para a Alemanha, e no processo alterou as qualidades inertes da droga, incluindo o tamanho, a cor dos comprimidos e as marcações.

Então, por que as pessoas estavam ficando doente? Em junho, a resposta saiu e jornais e emissoras de TV de todo o país começaram a atribuir diretamente os efeitos adversos relatados para as mudanças na droga. Após ampla cobertura do assunto, mais e mais pacientes relataram efeitos adversos para o governo. E as áreas do país com a cobertura da mídia mais intensa tiveram as maiores taxas de efeitos adversos relatados, sugerindo que, talvez, um pouco de persuasão social, estava em jogo.

Nocebo (que significa "Eu vou prejudicar") é o irmão mais covarde do
placebo ("Eu vou ajudar, por favor").


Uma medicação ou procedimento placebo têm um efeito benéfico na saúde como resultado da expectativa de um paciente. Comprimidos de açúcar, por exemplo, podem melhorar fortemente a depressão quando o paciente acredita que eles sejam antidepressivos. Mas, os pesquisadores estão aprendendo que o fenômeno inverso também é comum: expectativas negativas podem realmente causar danos.

Quando os pacientes de Parkinson, submetidos à estimulação profunda do cérebro, foram informados que seu marca-passo cerebral ia ser desligado, os sintomas de sua doença se tornaram mais pronunciados, mesmo quando o marca-passo foi deixado ligado. Quando pessoas com e sem intolerância à lactose foram convidadas a ingerir lactose, mas foi administrado glicose, 44% das pessoas com intolerância à lactose e 26 % das pessoas sem intolerância se queixaram de dor no estômago. E foi dito para homens tratados com uma droga comumente prescrita para aumento da próstata que ela "pode causar disfunção erétil, diminuição da libido, [e] problemas de ejaculação”, mesmo estes efeitos sendo “incomuns”, a probabilidade de sofrer impotência era duas vezes maior do que aqueles que não eram informados.

No papel, parece que o efeito psicológico negativo causado por um tratamento simulado, com base em expectativas em um paciente, é um processo bioquímico e fisiológico real, envolvendo caminhos de dor e de estresse no cérebro. E evidências indicam que o efeito nocebo está tendo um impacto negativo substancial sobre pesquisas clínicas, de medicina e de saúde.

"Nocebo é, pelo menos, tão importante como o efeito placebo e pode ser mais generalizado."

-Ted Kaptchuk,
diretor do Programa de Harvard em Estudos sobre Placebo

Agora que esse fenômeno pernicioso está começando a receber o reconhecimento que merece, a pergunta é: O que exatamente pode ser feito sobre isso?

ALÉRGICO A NOCEBO



De acordo com vários estudos recentes, dor e coceira parecem ser especialmente suscetíveis à sugestão verbal. Recentemente, pesquisadores da Holanda demonstraram que se fosse dito às pessoas que um estímulo iria causar coceira, elas sentem coceira mais intensa do que aqueles informados de que o estímulo não deve causar coceira. A descoberta pode ter implicações para as condições sobre coceira crônica, afirma o primeiro autor sobre o assunto Antoinette Van Laarhoven da Radboud University Nijmegen Medical Center. "Mais conhecimento sobre os efeitos Nocebo sobre coceira pode nos dar algumas metas para reduzir os efeitos."

Também no ano passado, em um estudo curioso sobre nocebo e dor retal, uma equipe do Hospital Universitário de Essen, na Alemanha, conseguiu recrutar voluntários saudáveis para passar por várias distensões com balão retal, um procedimento no qual um balão é inserido no reto e, lentamente, inflado. Neste caso, até ao momento em que se torna doloroso. Os procedimentos eram exatamente os mesmos em grupos controle e nocebo, mas houve um aumento de 20% na classificação da dor entre os pacientes que haviam sido informados de que os médicos haviam observado um aumento na sensibilidade à dor em resposta a distensões repetidas. Aqueles indivíduos que experimentaram mais dor também apresentaram níveis elevados de cortisol, novamente ligando Nocebo à ansiedade. "Podemos mostrar que um efeito Nocebo pode ser induzido até mesmo por mera informação", diz Sven Benson, um dos autores do artigo.

Outra área da saúde que os pesquisadores suspeitam que possa ser afetada por nocebo é o aumento da incidência de asma e alergias. "É certamente possível", diz Manfred Schedlowski, que estuda o placebo e o sistema imunológico no Hospital Universitário de Essen. "A partir de dados experimentais, sabemos que uma reação alérgica pode ser condicionada."

Em um caso muito citado de 1886, John Mackenzie, um cirurgião em Baltimore, descreveu o que aconteceu: "obtive uma rosa artificial de tal acabamento requintado que apresentou uma perfeita imitação da original", em seguida, expos a mulher, com grave alergia à rosa, a essa flor falsificada. A mulher, não sabendo que era falsa, teve uma reação alérgica, incluindo nariz escorrendo, narinas inchadas e peito apertado. Da mesma forma, pessoas alérgicas a cães podem começar a espirrar quando elas simplesmente vêem um cão do outro lado da rua. Pesquisadores têm mostrado que até mesmo as cobaias podem ser condicionadas a liberação de histamina, causando uma resposta imune local, mesmo quando se apresenta apenas um estímulo de odor.

Mas, a ligação entre nocebo e alergia está longe de ser concreta. "Estamos em um estado tão primitivo de entender esse fenômeno, especialmente em uma forma clinicamente orientada, que só precisamos fazer mais pesquisas", diz o bioeticista Frank Miller do National Institutes of Health.

EFEITOS MALÉFICOS


Em 1997, Fabrizio Benedetti, um neurofisiologista da Universidade de Turim Medical School, na Itália, mapeou os caminhos bioquímicos envolvidos na resposta placebo, quando ele realizou um estudo simples que revelou um mecanismo neural distinto na condução da resposta do nocebo no corpo. Ele consentiu que pacientes do pós-operatório, que apresentassem dor leve, recebessem uma injeção, mas foram informados de que aumentaria a sua dor em 30 minutos. A injeção foi de solução salina ou proglumida, que bloqueia um hormônio implicado na dor e hipersensibilidade associada à ansiedade. Nem a substância realmente causa qualquer desconforto.

Quando a salina foi injetada, os pacientes apresentaram aumento da dor. Quando a proglumida foi injetada, eles não tinham aumento da dor, o efeito nocebo foi ausente. De uma só vez, Benedetti identificou uma reação bioquímica responsável pela resposta ao nocebo, e ele mostrou que ela pode ser bloqueada.

Foi a obra de Benedetti que finalmente convenceu o médico bioeticista Howard Brody de que o efeito nocebo, supostamente mencionado pela primeira vez na literatura científica em 1961, pelo médico Walter Kennedy, que chamou o fenômeno de "qualidade inerente ao paciente em vez do remédio", era real.

"Por muitos anos, eu negligenciei o valor do termo ‘Nocebo’”, diz Brody, com cadeira em medicina familiar e diretor do Instituto de Humanidades Médicas da Universidade do Texas em Galveston, que pela primeira vez começou a estudar o efeito placebo na década de 1970. Ele e outros tinham assumido, ao mesmo tempo, que nocebo e placebo eram dois lados da mesma moeda, que o mesmo processo com efeitos ilusórios no cérebro em um se manifestou como um resultado positivo, enquanto que no outro causou danos. Mas depois de ler a obra de Benedetti, Brody mudou de tom: "Eu recebi o meu castigo", ele ri.

Com essa primeira evidência bioquímica, outros também começaram a reconhecer a importância do nocebo, e algumas mentes curiosas começaram a estudá-la. No entanto, em comparação com placebo, o efeito nocebo permanece muito pouco estudado: a pesquisa no banco de dados do PubMed apresentou mais de 163 mil publicações sobre "placebo" e menos de 200 em “nocebo”. Desses, apenas algumas dezenas são estudos empíricos, a maioria são reviews. "O fenômeno placebo tem um tremendo fascínio para o público, uma coisa mirabolante com um resultado positivo, uma maneira de ser saudável sem tomar drogas", diz Frank Miller, um bioeticista no National Institutes of Health. "Mas ninguém está muito entusiasmado com o fenômeno nocebo".

Além disso, o efeito nocebo tornou-se extremamente difícil de estudar. Poucos conselhos médicos permitem os cientistas provocarem dor em seus pacientes, e alguns até mesmo se recusam a deixar os pesquisadores enganarem seus voluntários. "Meu comitê de ética não me permite fazê-lo", diz Paul Enck, psicólogo da Universidade de Tübingen, na Alemanha, "a menos que eu diga os assuntos que eu estou enganando", uma exigência que, obviamente, vai contra o propósito da manobra. "Ele torna a vida realmente miserável como pesquisador [do nocebo]", diz Enck.

A tragédia desta falta de investigação, os pesquisadores afirmam, é que estudos controlados sobre o efeito nocebo são necessários para entender melhor e evitar efeitos insidiosos do nocebo sobre a medicina e na pesquisa. "Nos ensaios clínicos de drogas, o efeito placebo, e agora sabemos também o efeito nocebo, pode ser muito, muito grande", diz Manfred Schedlowski, um pesquisador clínico no Hospital Universitário de Essen, na Alemanha. "Isso dificulta o desenvolvimento de novos medicamentos."

Em dezembro de 2012, por exemplo, uma análise revelou uma chocante descoberta e de grande impacto do efeito nocebo em ensaios clínicos: em 18 estudos de drogas sobre a fibromialgia, 11% dos 3.546 pacientes que receberam placebo no braço estavam recebendo uma substância completamente inerte e ficou fora do estudo por causa de efeitos colaterais, incluindo tonturas e náusea. Outros estudos têm calculado que entre 4 e 26% dos pacientes que receberam o placebo deixaram o laboratório clínico devido a efeitos secundários de um tratamento inerte.

O efeito nocebo pode também ter um efeito preocupante sobre a utilização de vacina. Em 2011, pesquisadores da fabricante da vacina francesa Sanofi Pasteur analisaram 33.275 vacinas e seus relatos sobre efeitos colaterais e descobriu que médicos e pacientes preferencialmente relatam efeitos secundários específicos da doença, tais como erupção cutânea, tipo sarampo, seguinte à imunização contra o sarampo, mesmo quando a vacina contém apenas as proteínas, açúcares, ou organismos mortos que não causam sintomas da doença. O efeito nocebo tem "grande potencial" para agravar os rumores e medos, e causar uma crise similar aos eventos da Eltroxin na Nova Zelândia, os autores afirmam.

Mas, o lugar mais comum onde o efeito nocebo faz uma aparição é em visitas diárias às clínicas e hospitais. "Em lugares como de cuidados primários, as pessoas estão nadando em placebo e nocebo", diz Kaptchuk.

Thomas D'Amico, chefe de cirurgia torácica da Duke University Medical Center, em Durham, Carolina do Norte, diz que mesmo antes de ouvir sobre o efeito nocebo, ele estava ciente disso na sua clínica. "Eu escutei alguns colegas respeitados darem informações [para o paciente], e eu pensei: 'Meu Deus, eu sei como é a operação e eu não iria querer isso'", diz ele. "Há muitos detalhes e muita ênfase sobre as coisas que poderiam dar errado.". Medir o efeito de tais detalhes em um paciente individual é difícil de quantificar, diz ele, mas o medo e a angústia antes de uma operação têm sido associados com a recuperação lenta no pós-operatório e cicatrização atrasada de feridas.

PORCAS E PARAFUSOS



Apesar da quantidade desproporcional de esforço em pesquisa placebo, a descoberta de Benedetti, em 1997, trouxe um pequeno aumento no financiamento e tempo dedicado a investigar os mecanismos por trás do nocebo, com resultados impressionantes. "Sem dúvida, houve um aumento no nível de pesquisa e uma sofisticação da pesquisa que fez um salto quântico na última década", diz Brody.

Em 2007, por exemplo, Benedetti descobriu que o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal, no cérebro, uma parte importante do corpo no "sistema de tensão", é ativado durante a resposta ao nocebo, tal como foi detectado um aumento na secreção de hormônios ACTH, a partir da glândula pituitária, e cortisol, a partir da glândula supra-renal, ambos marcadores de ansiedade.

Então, em 2008, Kaptchuk e seus colegas de Harvard realizaram o primeiro estudo de imagens cerebrais do efeito nocebo. Após o condicionamento, voluntários saudáveis esperaram sentir dor em seu antebraço direito, os cientistas assistiram como o hipocampo se iluminou quando as pessoas experimentaram a dor de um dispositivo de acupuntura.

Através de Benedetti e a obra de Kaptchuk, é agora claro que a expectativa de dor de uma pessoa pode induzir a ansiedade antecipatória, provocando a ativação de colecistoquinina, o hormônio que Benedetti bloqueia com proglumida. A colecistoquinina facilita a transmissão da dor, a qual ocorre em áreas específicas do cérebro. A constatação não coincide com o que se sabe sobre a bioquímica do efeito placebo, o que parece ser, pelo menos, em parte regulada por opióides, sugerindo que os dois fenômenos têm mecanismos distintos.

No ano passado, Kaptchuk e colegas adicionaram uma reviravolta surpreendente quando descobriram que o nocebo pode ocorrer sem consciência. Sua equipe aplicou dor de alta ou baixa de calor nos braços de 20 voluntários enquanto mostrava-lhes uma imagem de uma das duas faces. Quando expostos aos rostos associados com altos níveis de dor, mesmo sem consciência, os voluntários sentiram mais dor. "Foi uma experiência muito arriscada", diz Kaptchuk. "Ficamos realmente surpresos. Não podíamos acreditar na verdade.”

As descobertas bioquímicas e fisiológicas sobre nocebo tornaram o fenômeno mais crível na comunidade médica. "Essas medidas do cérebro fornecem evidências objetivas sobre o sistema físico implementar dessas mudanças, em emoção e expectativa", disse Wager.

A maioria das pesquisas nocebo até esta data, no entanto, concentra-se em mecanismos básicos, e não sobre a forma de lidar com o fenômeno na clínica. "A pesquisa translacional tem sido um enteado em investigações científicas desse fenômeno", diz Miller. "Compreender o mecanismo é importante, mas no final do dia", diz ele, "a comunidade médica necessita de uma solução para o problema."

CONTROLANDO O NOCEBO


Em 1987, uma equipe de médicos em Ontário, Canadá, levantou a suspeita de que os formulários de consentimento médico podem realmente causar danos. Usando a chance de ocorrência de duas formas diferentes de consentimento a serem utilizadas para o mesmo julgamento de drogas, eles compararam as reações do paciente para a formulação dos formulários. O julgamento foi feito confrontando aspirina contra sulfinpirazona, um medicamento já aprovado para tratar a gota, como um tratamento para a dor no peito. Pacientes em dois dos três centros de triagem de hospital foram informados de que "os efeitos colaterais não vão além de irritação gastrointestinal ocasional e, raramente, erupção cutânea." No terceiro centro, os termos de consentimento dos pacientes não mencionaram os efeitos gastrointestinais. Setenta e seis pacientes do total de 399 (19%), dado o primeiro formulário de consentimento que mencionou irritação gastrointestinal retirou-se do estudo, citando que tiveram problemas gastrointestinais, em comparação com apenas 5 dos 156 (3%), que recebeu o segundo formulário.

Com o efeito nocebo, os médicos estão travados entre uma pedra e um lugar duro: seu dever médico para primum non nocere, "Primeiro, não faça mal", e a obrigação ética e regulamentar de consentimento informado. O que você faz quando o consentimento informado leva ao mal?

No ano passado, Kaptchuk e sua colega Rebecca Wells, também da Harvard Medical School, promoveram um debate sobre este tema nas páginas da revista American Journal of Bioethics. Eles propuseram um meio termo chamado “consentimento informado contextualizado”. Eles sugeriram que os médicos podem optar por não dizem aos pacientes sobre o último efeito colateral de um tratamento em grandes detalhes, mas sim fornecer informações a um paciente sob medida para o seu nível de ansiedade, como deixar de fora os efeitos colaterais inespecíficos - aqueles que não são um resultado direto da ação farmacológica do medicamento, incluindo dor de cabeça, náuseas e fadiga.

Mas a idéia de não informar os pacientes de todos os efeitos secundários possíveis é detestado por alguns especialistas em ética. "Eu certamente não acho que devemos repensar se o consentimento informado deve ser uma norma básica na prática clínica", diz Miller. “Tal prática pode promover a desconfiança no sistema de saúde e destruir os recentes esforços no sentido de uma maior transparência. Pode não ser possível ter o consentimento informado válido com nenhuma chance do fenômeno nocebo, Miller admite, mas ele propõe duas técnicas alternativas.

Uma delas é para enquadrar a informação sobre os tratamentos de forma positiva ao invés de negativa. Um estudo de 1996 da Universidade de Ottawa, no Canadá, por exemplo, descreveu os benefícios e riscos de uma vacina para 292 pessoas, que nunca tinham sido previamente imunizadas, utilizando duas abordagens diferentes. Aqueles que disseram as percentagens de indivíduos vacinados que permaneceram livres da gripe e não têm efeitos colaterais tiveram menos efeitos colaterais e perderam menos trabalho do que aqueles que disseram os percentuais de pessoas que adquiram gripe e têm efeitos colaterais depois da vacinação. "Já que você irá transmitir a mesma informação exata, por que não usar o enquadramento positivo?”, diz Miller.

Segundo a técnica proposta por Miller está autorizado a ocultação, em que o paciente se compromete a desistir do seu direito de consentimento informado, especificamente, optando por não receber informações sobre o lado leve ou efeito transitório, na esperança de evitar uma resposta nocebo. No entanto, com o aumento do acesso à informação disponível on-line, como a ocultação pode ser realista ou segura? "Com base na minha experiência clínica, muitos pacientes vão para a Internet ou obtêm informações de outras pessoas. O médico não é um guardião", diz Gerben Meynen, filósofo da VU University Amsterdam e psiquiatra que trata de transtornos de ansiedade. "Muitos pacientes só esperam até obterem uma receita, então o Google fala sobre o medicamento. E se um paciente encontra informação negativa on-line, ele pode simplesmente parar de tomar a medicação sem informar seus médicos”, lembra Meynen.

Mas, infelizmente, enquanto especialistas em ética continuam a debater como equilibrar os efeitos dolorosos do nocebo com o consentimento informado, "não há nenhuma discussão envolvente na comunidade médica", diz Kaptchuk.

"A maioria dos médicos não sabem o que significa Nocebo", concorda YM Barilan, um médico praticante e professor de educação médica da Universidade de Tel Aviv, em Israel. Isso não quer dizer que eles não reconhecem o fenômeno. "Todos sabem que a maneira como você fala com um paciente tem uma enorme influência sobre os efeitos colaterais, humor e estado de espírito", Barilan afirma, mas sem orientações sobre como lidar com o problema ou mesmo como reconhecê-lo, o efeito nocebo permanece um espectro de doença que assombra o nosso sistema de saúde.


Fonte: The Scientist

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terça-feira, 9 de julho de 2013

Papel das Emoções na Doença e na Indisposição

Uma emoção não é um sentimento, e um estado de espírito é algo muito diferente. A maioria das pessoas não entende a diferença.


'
Por Peter Turner
Para Talk Health Partnership


Uma emoção pode ser pensada como apenas uma faísca eletroquímica no cérebro. No entanto, é responsável por tanta coisa! A emoção envia um sinal para baixo do tronco cerebral, para o sistema nervoso central e periférico e cria alterações físicas reais do nosso corpo. Respiração e batimentos cardíacos são ajustados, o sangue é direcionado, há constrição e desconstrição vascular e faz acontecer uma série de efeitos hormonais. Existem terminações nervosas em torno de nossos órgãos viscerais, e essas terminações nervosas detectam todo esse 'movimento' no corpo. Nós podemos nos tornar conscientes destes movimentos, uma vez que estes são os nossos sentimentos.

Então, uma emoção não é um sentimento, uma emoção traz um sentimento. Esse sentimento é real, tangível, traz mudanças físicas no corpo. Para resumir, a experiência geral da emoção, que inclui a cognição, emoção e sentimentos e que podemos chamar de humor.

As emoções positivas têm o efeito de relaxamento e abertura em nosso corpo. As emoções negativas adicionam tensão e fecham nossos corpos. Nossos corpos geralmente trabalham mais com as atuais emoções negativas, com o aumento da pressão arterial, do coração e pulmões e sistema vascular trabalhando duro, e deixando nossos músculos mais tensos. Você pode pensar no efeito de ter emoções negativas em seu corpo como se você estivesse tentando dirigir com os freios acionados. Você faz um monte de barulho e trabalha arduamente para chegar em algum lugar.

Qualquer doença, indisposição ou até mesmo na condição física tem um elemento emocional. Um hipnoterapeuta qualificado pode direcionar as emoções negativas que as pessoas têm, colocando-as em uma melhor posição e condição. Podemos ajudá-las a se "sentirem melhor" sobre si mesmas, ou ficarem menos sobrecarregadas, e ajudá-las a começar a prestar atenção às coisas mais importantes na vida - podemos ajudá-las a serem mais feliz. No entanto, há também outros benefícios ao liberar as emoções negativas.

É conhecido há muito tempo, a partir de pesquisas, que as emoções negativas suprimem nosso sistema imunológico, e emoções positivas reforçam nosso sistema imunológico. O motivo é devido às reações hormonais e físicas às emoções. Então, se você está sofrendo de doença ou enfermidade liberando emoções negativas não apenas podemos ajudá-lo a se sentir melhor - também iremos ajudá-lo a lutar contra a doença, reforçando seu sistema imunológico.

Esteja ciente das suas emoções, se você tem uma doença, ou condição física. Se você tem emoções negativas, deixe-as ir - elas não estão ajudando, elas estão te prejudicando. Se você não consegue deixá-las ir, então eu sugiro que você vá e veja quem é adequadamente experiente em ajudar as pessoas com isso: como um hipnoterapeuta, conselheiro, terapeuta cognitivo comportamental, ou psicólogo.

É muito mais saudável viver a vida sem levar a carga às emoções negativas.


Eu queria encontrar uma imagem que mostrasse uma emoção positiva para acompanhar este post. Então, por que não uma minha parecendo um pouco, er... louco! Aqui vai uma foto minha e de um amigo durante uma muito cansativa corrida, Grim 8 - uma corrida na lama de 8,5 milhas. Estamos amando cada minuto disso!

Peter Turner é o da esquerda.


Fonte: Talk Health Partnership  mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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sábado, 29 de junho de 2013

Bombeiros da França usam Hipnose para ajudar vítimas


Publicado em 24 de junho no Connexion France


"Olhe-me nos olhos, sua mente está vazia, o seu corpo está relaxando", diz o bombeiro, usando as palavras calmantes de hipnose para ajudar uma vítima de trauma - uma técnica que está sendo iniciada por bombeiros na região leste da Alsácia (França).

No Corpo de Bombeiros de Haguenau, 120 bombeiros foram treinados em hipnose médica de base que pode ser usada ​​para acalmar alguém preso sob os escombros ou em um carro após um acidente, ou até mesmo em uma pessoa que sofre um ataque de asma. A ideia é que a hipnoterapia pode complementar a assistência tradicional de primeiros socorros.

"Estas são técnicas verbais, de movimentos e respiratórias que visam aliviar a dor e a ansiedade, mas que, obviamente, não substituem os primeiros socorros tradicional", explica Cécile Colas-Nguyen, uma enfermeira e membro da brigada de incêndio, e uma instrutora de hipnose.

Enquanto os bombeiros que chegam ao local de um acidente começam a trabalhar cuidando de feridos ou cortando coisas para livrar uma vítima, o pessoal treinado em hipnose estabelece uma ligação mais pessoal com a pessoa e desvia a sua atenção para longe do trauma da cena.

Normalmente, os bombeiros falam com uma voz calma e ponderada e têm o cuidado de evitar quaisquer palavras negativas. Em vez de focalizar a dor da pessoa, a ênfase é sobre seu bem-estar.

"Enquanto meus colegas cuidam da sua segurança, sua mente vai viajar para as pistas de esqui e seu corpo vai ficar aqui", fala um bombeiro novato em um exercício de treinamento em uma vítima que confidenciou amar esportes de inverno.

O chefe do Corpo de Bombeiros de Haguenau, David Ernenwein, diz que está "convencido" de que o método é útil. "Todos nós temos notado que quando seguramos a mão de alguém, as coisas vão melhorar, mesmo que não rotulemos como"hipnose". A primeira coisa que nós podemos fazer para ajudar as pessoas é acalmá-las, e esta técnica tem nos dado as ferramentas para fazer isso, para ajudar as pessoas a sofrerem menos".


Equipes de resgate testam a nova técnica


No momento, apenas os bombeiros da Alsácia estão usando esta técnica, mas Yves Durrmann, médico-chefe da brigada, diz que os bombeiros de toda a França deveriam usá-lo.

Mas, primeiro, a utilidade da técnica tem que ser comprovada: assim, pelo menos nos próximos seis meses, a brigada de Haguenau estará mantendo um registro da taxa, os níveis de dor no coração ou emoções das vítimas que eles ajudam.

Estes resultados serão comparados com estatísticas de vítimas atendidas pelos bombeiros que não usaram a hipnose como eles.

"A nossa primeira avaliação parece mostrar benefícios: em 100% dos casos, as pessoas disseram que se percebiam o tempo de maneira distorcida, em outras palavras, que o tempo que os bombeiros levaram para cuidar deles parecia menor do que realmente foi", diz Colas-Nguyen.

Funcionários do Ministério do Interior estão cautelosamente otimistas. Stephane Donnadieu, um bombeiro médico treinado e conselheiro para as operações de resgate da França, disse: "Nós já sabíamos há algum tempo que a hipnose funciona, ela não é um placebo, mas você precisa de pessoas devidamente treinadas. Esse é um desafio, pois as equipes só recebem formação de curta duração."

"Realmente não é hipnose pura que é usada", ele diz, "mas certos tipos de técnicas de hipnose". Mas "se isso pode trazer uma maior calma, empatia e apoio, já não é mau", diz ele.

O verdadeiro teste será ver se os bombeiros podem usar com sucesso suas novas habilidades em circunstâncias particularmente ruidosas e traumáticas, acrescenta.

Não tem problema, diz Colas-Nguyen. "Nós podemos ajudar as vítimas a se desligar do que está acontecendo ao seu redor. E mesmo com o beep-beep de equipamentos médicos, podemos chamar a atenção de uma pessoa para que possamos ajudar a transportá-las para outro lugar", diz ela.


Mais uma dica do meu amigo, Ed Rocha.

Fonte: Connexion Francementalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Treinamento Mental para Esportistas

Já se imaginou passando pelo pórtico de chegada, então está esperando o quê? Passa a fita!












Por Vanessa Figueiredo Protásio
Para O Globo


“Coloque a fita!” Era a deixa gritada por Bob Bowman para Michael Phelps disparar na piscina. Bowman, desde o primeiro dia do relacionamento profissional com Phelps, que começou a nadar quando o atleta tinha 7 anos, reconheceu logo seu físico perfeito para piscina e, mesmo com pouca idade, habilidades que fariam dele um atleta ideal. Nesse momento também percebeu que, para que o atleta fizesse a diferença, trabalharia a melhoria das competências focando em poucos hábitos, mas que o tornasse o nadador mentalmente mais forte na piscina.

Para definir tais hábitos, como é feito pelo Sport Coach, Bowman pesquisou o atleta e descobriu uma série de atitudes que interferiam diretamente em seu comportamento e tratou de atuar em cima delas. Trabalhou para que o atleta conquistasse a mentalidade correta para sentir-se mais calmo e focado, além de usar o recurso da visualização. Ao final de cada treino, Bowman dizia para Phelps ir para casa e assistir a fita de vídeo: “Assista antes de dormir e quando acordar”. Essa fita de vídeo não era real. Era apenas uma visualização mental da prova perfeita.

Essa técnica que Bowman aplicou em Phelps é um treinamento mental eficiente, usado por muitos técnicos de corrida, e acho oportuno compartilhá-la hoje com os atletas que farão os diferentes percursos dentro do evento da Maratona do Rio.


Treinamento Mental


De hoje em diante, atenção total ao seu treino. Perceba as reações de seu corpo. Perceba seu ritmo, sua frequência cardíaca, sua passada, seus pés, seu suor, seu organismo – quando ele pede reposição de água ou de um energético. Perceba seus pensamentos – tente não devanear muito nos próximos dias de treino pois quanto mais focado estiver, melhor será o ajuste de imagem do filme. Avalie-se sem julgamentos. Apenas tome ciência sobre si mesmo, pois, desta forma, conseguirá, dia após dia, mais nitidez de sua imagem.

Um recurso que também pode ser usado para facilitar a visualização é o mapa da prova. Sente-se em frente dele. Como num vídeo game, coloque-se no tabuleiro a rodar. Associe as informações do mapa com as imagens reais que tem dos locais por onde está passando. Sinta o ar, sinta o suor escorrendo no rosto, ouça sua respiração, veja como está em boa cadência.

Michael Phelps

Enxergue-se correndo com aquela satisfação que nos é peculiar e com aquele pensamento que nos faz chegar exatamente aonde queremos chegar, ou seja, na reta final. E se estiver relutante, então vai por mim, inove. Esse caso de Phelps, narrado por Charles Duhhig no livro Poder do hábito, relata o que foi muito noticiado à época. Com os treinamentos mentais de Bowman, Phelps não só ativou sua resiliência adquirindo equilíbrio e tenacidade para solução de problemas, como conquistou a medalha de ouro mesmo com uma adversidade na final da Olimpíada de Pequim.

Sabe o que aconteceu? Graças também a repetição do filme, o atleta não só decorou o trajeto, como dominou-o, tornando possível, depois de seus óculos se enxerem de água na terceira volta na piscina, ele completar as 18 restantes de olhos fechados, mas totalmente ciente de seus movimentos.

Então, vamos treinar?


Fonte: O Globo

Dica do meu amigo Spark.

Veja também este post anterior: Hipnose para Esportistas  mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Um diretor de cinema filmou um longa metragem com todos os atores hipnotizados

Werner Herzog destila sua veia iconoclasta filmando conto de romantismo com atores hipnotizados


O filme alemão, “Coração de Cristal” (Herz aus Glas, Alemanha, 1976). Foi dirigido por Werner Herzog.

O projeto do longa-metragem nasceu do fascínio que o cineasta desenvolvera pelo hipnotismo. Anos depois, Herzog diria que o primeiro objetivo do projeto, nos estágios iniciais de criação, era tentar hipnotizar a platéia durante a exibição. Para que isto fosse possível, o diretor chegou a realizar testes. A idéia era aparecer na frente da câmera, logo na primeira seqüência, e falar diretamente aos espectadores, com um pêndulo, hipnotizando-os para que vissem o filme sob efeito da hipnose. O cineasta chegou a fazer testes com amigos, hipnotizando-os através das imagens de uma câmera de vídeo.

No entanto, esta ideia doida acabaria descartada porque se mostraria completamente anti-narrativa (e talvez os espectadores hipnotizados não se lembrassem do filme ao fim da sessão). Desta forma, Herzog optou por uma decisão radical, mas menos intrusiva. Ele decidiu que todos os atores atuariam hipnotizados, e assim foi feito. O resultado é um filme espectral, fantasmagórico, em que os seres humanos se movem lentamente, com os olhos semicerrados, recitando as falas como se houvessem tomado soníferos potentes ou fumado maconha. Não há registro de uma experiência tão iconoclasta na história do cinema.


Sinopse:
O tema central é a desagregação de uma aldeia de artesãos na Alemanha, século XVIII, a partir da morte de um mestre vidraceiro que leva consigo o segredo da fórmula de fabricação do "vidro-rubi". Premonições, previsões que se realizam, fenômenos paranormais e momentos de delírio e violência contribuem para sustentar o clima mórbido da Baviera.

Filme: Coração de Cristal (Herz aus Glas, Alemanha, 1976)
Direção: Werner Herzog
Elenco: Josef Bierbichler, Stefan Güttler, Clemens Scheitz, Sonja Skiba Duração: 93 minutos


Dica do meu amigo, Ed Rocha

Adaptado de: Cine Reporter mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Britânica perde 25 kg após 'redução de estômago' por hipnose

Uma britânica afirma ter perdido 25 quilos após passar por cinco sessões de hipnoterapia durante as quais ela teria sido convencida de que seu estômago foi reduzido ao tamanho de uma bola de golfe.


Marion Corns, de 35 anos, diz ter passado pelas sessões de hipnose há quatro meses em uma clínica na Espanha e, desde então, diz conseguir comer apenas pequenas porções de comida e reduzido oito medidas.

Durante as sessões, os hipnoterapeutas espalharam pela sala aromas semelhantes aos dos cheiros de um hospital e, em um dado momento, Marion disse ter sentido um aperto em seu estômago, como se um anel estivesse sendo instalado no órgão para reduzir seu tamanho.

"Eu tentei todos os tipos de dieta, desde pílulas, vigilantes do peso, Atkins e personal trainer e nada adiantou", conta Marion.

"Agora eu emagreço mais de um quilo por semana porque acredito que tenho um anel no meu estômago".

"O incrível é que posso lembrar cada parte do procedimento, desde o momento em que fui levada de maca para a sala, o barulho da faca do cirurgião, e até o cheiro da anestesia."

A clínica Elite, que realizou a operação, disse à BBC Brasil ter tratado cerca de 100 pessoas desde que começou a oferecer o tratamento comercialmente em dezembro passado.

"Nossa taxa de sucesso fica em torno de 75%", disse o diretor da clínica, Martin Shirran.

O procedimento custa 800 euros (R$ 2,2 mil) e, quando a meta de redução de peso é atingida, o cliente é convidado a voltar ao local para uma última sessão em que a hipnose é revertida.

O diretor da clínica admite que os resultados, no entanto, não foram confirmados por uma fonte independente.

"Mas estamos trabalhando para que isso aconteça".

"Até agora, não recebemos críticas de ninguém. Pelo contrário, mesmo médicos têm reconhecido nosso esforço em enfrentar a questão da dieta por meio uma abordagem psicológica", disse.

Riscos


A médica Ursula Arens, da British Dietary Association, disse à BBC Brasil que há um sério risco de que a pessoa possa desenvolver uma fobia por comida a longo prazo, devido aos efeitos que a hipnose pode provocar em sua mente.

"A hipnose elimina todos os riscos inerentes a uma cirurgia convencional, mas ainda é muito cedo para provar que a técnica é uma arma poderosa no combate à obesidade", afirmou a médica.

"Ainda não foram feitos estudos independentes que comprovem a eficácia do tratamento. A técnica pode ajudar durante os primeiros meses, mas não se sabe se, a longo prazo, a pessoa vai voltar a comer uma dieta balanceada, tão essencial para a manutenção de um peso saudável", completou.


Fonte: BBC mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Oxitocina: A Molécula Multifuncional

Entre outras coisas, a Oxitocina ajuda as pessoas a ficarem juntas por muito tempo.

Neste estudo, pesquisou-se a influência da Oxitocina na hipnose. Os resultados são interessantes. 


Também é um hormônio ligado ao que as pessoas sentem ao, 
por exemplo, abraçar seu parceiro de longa data.

O estudo publicado há poucos dias na PLoS ONE, quis identificar se, ao receber uma dosagem extra de oxitocina, os indivíduos seriam mais facilmente persuadidos pelas sugestões hipnóticas, inclusive para realizar comportamentos moralmente condenáveis (como “xingar”).

Para isso, os pesquisadores convocaram 24 sujeitos que estavam há pelo menos 2 horas sem ingerir nenhuma bebida alcoólica, nem café, ou comida. A uma parte do grupo (n = 15) foi administrada a dose de 24IU de Oxitocina através de spray intranasal, enquanto que a outra parte do grupo recebeu placebo.

Após cinco minutos, cada um deles era encaminhado para a sessão individual de hipnose, conduzida por um hipnólogo.

A sessão respeitou um protocolo rígido, pré-definido e aplicado na mesma sequencia a todos os sujeitos. Após o indivíduo entrar em estado hipnótico, o hipnólogo iria fazer três sugestões, descritas na sequência:

“Descreva o que você fez no último final de semana, enquanto sente uma grande vontade de xingar“;

“Ouça essa música de fundo (começava a tocar uma música) e comece a sentir vontade de cantá-la o mais alto que puder“;

“Sinta uma enorme vontade de levantar da cadeira e começar a dançar freneticamente“.

Após essas três sugestões, e o registro da resposta de cada participante, a hipnose terminava e o sujeito era liberado.

Eles puderam perceber uma diferença realmente muito grande entre os grupos, na resposta comportamental dos indivíduos durante a hipnose.

Aqueles que receberam a oxitocina, tinham uma propensão significativamente maior a xingar e xingar mais em resposta à primeira sugestão; assim como também apresentavam uma maior propensão a obedecer a última sugestão, e dançar. Na sugestão de “cantar alto”, também houve uma diferença, mas não foi tão significativa.

Este resultado sugere que a oxitocina, basicamente, aumentou a confiança no hipnólogo, o que fez com que aumentasse a sensibilidade à sugestão hipnótica. Este é um resultado interessante, pois mostra que a oxitocina – que está envolvida com uma série de fenômenos, como “amor”, “empatia”, “julgamento moral”, “generosidade”, “confiança”… – também tem um papel na persuasão social, provando ser mesmo uma molécula multifuncional.

As implicações disso são incríveis no sentido de compreender o comportamento humano. Mas sua repercussão prática pode ser maravilhosa, ou terrível. Será, com certeza, um caso para a ética analisar com cuidado.

Referência:
BRYANT, R. HUNG, L. Oxytocin enhances social persuasion during hypnosis. PLoS ONE, vol. 8, n° 4, 2013.

Parcial de: Portal Neurociências mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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sábado, 18 de maio de 2013

Hipnose no Interrogatório - Um estudo encomendado pela Cia em 1960

Este estudo, escrito por Edward F. Deshere, foi encomendado pela CIA e publicado na revista Studies in Intelligence em 1960. Este documento, disponível no próprio site da agência americana, explora algumas das possíveis aplicações da hipnose durante os interrogatórios.


Considerações a priori atrapalham o sucesso no interrogatório por indução de transe e sugerem uma possível variante técnica.

HIPNOSE NOS INTERROGATÓRIOS


Edward F. Deshere

O controle sobre o comportamento de uma pessoa obtido por hipnose, obviamente, torna um excelente assunto para uso no difícil processo de interrogatório.

(...)

Hipnose de interrogados 


A questão da utilidade da hipnose no interrogatório de pessoas que não querem divulgar as informações solicitadas envolve três questões: primeiro, a hipnose pode ser induzida em condições de interrogatório? Se assim for, pode o sujeito ser obrigado a revelar informações? E, finalmente, se a informação pode ser obtida, o quão confiável vai ser? O problema inicial é induzir o transe, ou contra a vontade do sujeito, ou sem ele estar ciente disso.

(...)

Somos levados a concluir que os muitos dos casos aparentes de hipnose, sem consciência do sujeito ou com consentimento, parece haver uma relação positiva entre o hipnotizado e o hipnotizador. A situação mais favorável é aquela em que o sujeito espera obter benefícios a partir de sua associação com o hipnotizador e confia no hipnotizador e em sua capacidade de ajudar. Isto não seria a situação na qual um interrogador hipnotizador pretende extrair a informação que o sujeito quer reter. A possibilidade de usar a hipnose, portanto, parecem depender de sucesso no lento processo de nutrir uma relação positiva com o interrogado ou perpetrar algum tipo de trapaça.

Obediência em Transe 


Supondo-se que um interrogador tenha contornado estes problemas e hipnotizado um sujeito que quer reter informações. Até que ponto pode o sujeito manter o controle de seus segredos, mesmo em transe profundo? Esta é uma área onde prevalecem grandes divergências entre as autoridades e onde a evidência experimental é altamente contraditória. Young, por exemplo, relata que os indivíduos resistem sugestões hipnóticas específicas, se eles decidirem de antemão a fazê-lo, enquanto Wells relata que nenhum de seus indivíduos foram capazes de resistir a um comando inaceitável pré-definido ou mesmo qualquer outro.

A maioria dos trabalhos sobre este problema tem se centrado na questão mais específica de saber se uma pessoa pode ser induzida sob hipnose a cometer algum ato anti-social ou auto-destrutivo. O experimento que contradiz esta tese é o clássico experimento de Janet, que pediu uma mulher, em hipnose profunda, a cometer vários assassinatos em frente a um seleto grupo de juízes e magistrados, apunhalando algumas vítimas com punhais de borracha e envenenando outros com comprimidos de açúcar. Ela fez tudo isso sem hesitação. Com a missão já cumprida, no entanto, ela foi deixada a cargo de alguns jovens assistentes, que encontraram uma forma de abalar o experimento. Quando lhe disseram que ela agora estava sozinha e ordenaram-na a despir-se, ela prontamente despertou. Os assassinatos foram vistos como uma brincadeira para a hipnotizada, despir-se teria sido real; a mulher não teve dificuldade em discernir a diferença.

(...)

Exatidão e veracidade 


Suponhamos, porém, que uma interrogado foi hipnotizado e induzido a divulgar informações: Quão correta esta informação deve ser?

(...) Nosso próprio trabalho clínico nos convenceu  amplamente de que indivíduos hipnotizados são capazes de mentir quando têm motivos para fazê-lo.


Hipnose profilática 


(...)

Uma defesa eficaz contra esta situação hipnótica, contra a hipnose, poderiam ser fornecidos por elevar o nível de sofisticação das pessoas que poderiam ser expostas a ele. Mesmo uma ou duas palestras alertando-os de possíveis dispositivos para induzi-los a acreditarem estar hipnotizados poderia mostrar-lhes que as pessoas não podem ser hipnotizado contra a sua vontade e não podem ser obrigados, mesmo sob hipnose, a dizer a verdade ou a seguir as sugestões realmente contrárias às suas crenças.

Descobertas 


Em resumo, parece extremamente improvável que o transe possa ser induzido em indivíduos resistentes. É possível hipnotizar uma pessoa sem ela estar ciente disso, mas isso exigiria uma relação positiva entre o hipnotizador e o sujeito, mas essa relação é improvável na própria definição de interrogatório. Desconsiderando-se essas dificuldades, é duvidoso que o comportamento proscrito ser induzido contra a vontade do sujeito, porém, temos de admitir que as experiências cruciais para resolver esta questão ainda não foram realizas. As evidências também indicam que as informações obtidas durante a hipnose não garante serem precisas e pode de fato conter inverdades, apesar das sugestões hipnóticas em contrário.

A Hipnose como uma profilaxia contra interrogatório, seja para evitar a hipnose por captores, a condição contra o estresse e dor, ou para criar amnésia para informações sensíveis, funcionaria como um mecanismo repressivo artificial com o grave inconveniente de diminuir o domínio da situação do cativo. Finalmente, o estado hipnótico, e não a própria hipnose, é provavelmente mais eficaz  como um instrumento no interrogatório.


Para ler o artigo original na íntegra- Aqui

Fonte: Site da própria CIA mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Hipnose Natural

Auto-hipnose é a comunicação entre 2 níveis mentais: o consciente e o inconsciente.



A mente consciente é questionadora, analítica, a parte intelectual da mente. A mente inconsciente é a parte emocional e autônoma.

Há 2 tipos de auto-hipnose (comunicação com essas duas mentes): a hipnose natural e a hipnose intencional (que vou falar em outro post).


Hipnose Natural


A hipnose natural é a comunicação natural - acontece torda vez quando você está acordado, em um grau ou em outro. Quando você está dirigindo, lendo um livro, sentado divagando em uma sala de aula ou simplesmente quando está "sonhando acordado".

Como o fenômeno hipnótico ocorre naturalmente, você normalmente não está ciente de que está acontecendo. Como aquela vez em que te fizeram uma pergunta, a pessoa ficou olhando para você, bem na sua frente, mas você "não tinha prestado atenção". Esta é uma ocorrência de estado natural de hipnose, assim como quando você estava "em outro lugar" em frente à televisão, ou comendo sozinho em um restaurante. Muitas vezes acontece comigo quando eu estou correndo.

Agora, imagine que uma pessoa pergunta algo sobre você, e você responde: "Eu sou assim.." ou "Eu faço desse jeito...". Quanto mais dizemos e pensamos, mais aquilo se torna uma ordem, quase como se você estivesse dando a si mesmo uma diretiva.

Lembre-se:

Seja lá o que você acredita ser verdade, é verdade para você. 



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domingo, 12 de maio de 2013

Mentalista Jez Rose

O vídeo que começou tudo


Este foi o vídeo (de Jez Rose) que vi que me motivou a estudar essas coisas. Demorou mais de 10 anos até que eu começasse a juntar os "pedaços do quebra-cabeça" necessário para esses efeitos.

Parte é Ciência, parte é Arte.

A questão é como usar essa tecnologia como entretenimento. É preciso fugir da demonstração boba de técnica e transformar o ato como uma experiência mágica.

No início dos meus shows, eu sempre falo: "Eu uso Sugestão, Psicologia Aplicada, e Mágica Clássica".

E é isso o que eu estou falando para vocês:

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terça-feira, 9 de abril de 2013

Até que ponto nosso comportamento é influenciado pelo dos outros?

A Epidemia de Dança de 1518


Epidemia de Dança de 1518 foi um caso de dançomania ocorrido em Estrasburgo, França (então parte do Sacro Império Romano-Germânico) em julho de 1518. Diversas pessoas dançaram sem descanso por dias a fio e, no período de aproximadamente um mês, a maioria caiu morta em consequência de ataques cardíacos, derrames ou exaustão.
















Gravura de Henricus Hondius retratando três mulheres acometidas pela praga. Obra baseada em desenho original de Pieter Bruegel, que teria testemunhado um dos surtos subsequentes em 1564 na região de Flandres.


O fenômeno começou quando uma mulher, Frau Troffea, começou a dançar incontrolavelmente em uma rua de Estrasburgo. Isto durou em torno de quatro a seis dias. Com uma semana, outras trinta e quatro pessoas haviam-se juntado a ela, e em um mês, havia aproximadamente 400 dançarinos nas ruas. Muitas dessas pessoas eventualmente morreram de ataque cardíaco, derrame ou exaustão.

Documentos históricos, incluindo "observações médicas, sermões catedráticos, crônicas locais e regionais, e mesmo notas divulgadas pelo conselho municipal de Estrasburgo" deixam claro que as vítimas estavam dançando. O motivo de essas pessoas dançarem obstinadamente até a morte nunca foi esclarecido.

Enquanto a epidemia se espalhava, nobres locais, preocupados com a situação, procuraram o conselho de médicos da região, que descartaram a possibilidade de causas astrológicas ou sobrenaturais, diagnosticando o problema como uma "doença natural" causada por "sangue quente". Ao invés de prescrever a sangria, as autoridades no entanto encorajaram as pessoas a continurem dançando, abrindo dois salões, um mercado de grãos e até mesmo um palco de madeira no local do fenômeno.

Isto foi feito na crença de que os dançarinos só se recuperariam se continuassem a dançar dia e noite. Para aumentar a efetividade da cura, as autoridades chegaram inclusive a contratar músicos para manter os afligidos em movimento. Alguns dos dançarinos foram levados a um santuário, onde buscou-se uma cura para seu problema, que naturalmente não foi alcançada.


Teoria do contágio emocional 


Desde o século XIX que se vem formulando teorias sobre o contágio emocional e propagação e emoções, assumindo proporções de verdadeiras epidemias, como o episódio referido pelo pesquisador do humor Christian F. Hempelmann ocorrida no oeste da África, em 1962, atingindo milhares de pessoas com ataques incontrolados de riso que duravam várias horas, ficando conhecido como a "epidemia de riso de Tanganika".

Nos escritos de Nina Rodrigues (1862-1906) reunidos e publicados postumamente por Artur Ramos sobre coletividades anormais há descrições de manifestações coletivas de aparência coreiforme (Choreomania; Contribuições para o estudo da astasia-abasia; Abasia choreiforme epidêmica do Norte do Brasil) e do comportamento descontrolado e criminoso das multidões (A loucura das multidões) onde inclusive aborda o problema da Guerra de Canudos sendo uma de suas referências as teorias sobre o comportamento das multidões de Gustave Le Bon (1841 -1931) com suas características de excessiva sugestionabilidade (contagiosa) e baixo controle moral (lei da unidade mental das multidões) posteriormente revistos por Sigmund Freud (1856 — 1939) na sua "Psicologia de Grupo e a Análise do Ego" de 1921, onde o fenômeno é abordado como um dos aspectos da identificação no âmbito da teoria psicanalítica.


Fonte: Wikipedia [1] e [2] mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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