Leonardo Martins - Mentalista

sábado, 20 de setembro de 2014

Cientistas desvendam o mistério de experiências fora do corpo


Imagem: regiões do cérebro ativadas significativamente enquanto a participante tinha experiências extracorpóreas. As regiões ativadas mais significativamente ficam no lado esquerdo e incluem a área motriz suplementar (F), o cerebelo (B,D,E), o giro supramarginal (D,F), o giro temporal inferior (B,D,F) e os giros orbitofrontais médio e superior (A,C,D,E).


Por: Jordan Kushins
Para: Gizmodo

Algumas pessoas dizem que passaram por “projeções de consciência“, flutuando acima de seu próprio corpo e vendo-se do lado de fora. Uma equipe de cientistas encontrou uma mulher que diz fazer isso quando quer, e a colocaram em um scanner cerebral. O que eles descobriram foi surpreendentemente estranho.

Andra M. Smith e Claude Messierwere, da Universidade de Ottawa (Canadá), descrevem o estudo em um artigo publicado na Frontiers of Human Neuroscience:

Ela conseguiu se ver girando no ar acima de seu corpo, deitada e flutuando no plano horizontal. Ela relatou, por vezes, observar lá de cima que seu corpo estava se movendo, mas manteve-se consciente de que seu corpo “real” estava imóvel. A participante não relatou emoções específicas ligadas à experiência.

A experiência é real…


Como isso é possível? Será real? Os pesquisadores descobriram que algo dramático estava acontecendo no cérebro da mulher – e tudo se encaixa com o relato dela. O fMRI (scanner cerebral) mostrou uma “forte desativação do córtex visual”, enquanto “o lado esquerdo de diversas áreas associadas a imagens cinestésicas” estava bastante ativo.

Cinestesia* é a percepção de movimento, peso e posição do corpo, provocada por estímulos do próprio organismo. Portanto, essas áreas do cérebro possibilitam a você interagir com o mundo: é o que faz você sentir onde está seu corpo em relação ao mundo.

Ou seja, a “experiência fora do corpo” é real, no sentido de que a pessoa está realmente vivenciando tudo. O escaneamento do cérebro mostra que ela está passando pelo que está dizendo, e realmente sente que está fora do próprio corpo.


… mas a projeção da consciência, não.


Mas isso não significa que sua “alma” sai do corpo. Não é uma viagem astral, como descrito pelos místicos. Não há atividade paranormal de qualquer tipo.

O fato é que, mesmo havendo apenas poucos experimentos sobre o assunto – incluindo esta pesquisa e algumas outras – os cientistas acreditam que essas experiências fora do corpo são um tipo de alucinação, desencadeada por algum mecanismo neurológico.

Smith e Messierwere especulam que tal mecanismo neurológico pode estar presente também em outras pessoas, e algumas delas – como esta mulher – podem se treinar para ativá-lo. Ela disse que começou a fazer isso quando era criança, enquanto tirava cochilos.

Talvez experiências fora do corpo possam ser como a sinestesia, um fenômeno neurológico amplamente ignorado durante boa parte do séc. XX. Ela faz com que algumas pessoas vejam cores quando lêem ou ouvem letras, números e palavras; é algo automático, não induzido. Agora a sinestesia é aceita, estudada e compreendida.

Os pesquisadores sabem que experiências fora do corpo podem ser induzidas “por traumas cerebrais, privação sensorial, experiências de quase-morte, drogas psicodélicas e dissociativas, desidratação, sono e estimulação elétrica do cérebro”, entre outros. Em algumas pessoas, isto também pode ser induzido deliberadamente.

No entanto, esta é a primeira vez que este tipo de experiência foi analisada e documentada cientificamente. Na verdade, pode ser o primeiro caso documentado de alguém que pode entrar neste estado quando quer. [Popular Science]

*Não confundir com “sinestesia”, explicada no texto.

Fonte: Gizmodo

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quinta-feira, 27 de março de 2014

Felicidade e sofrimento

Como mentalista, meu objetivo é mudar a percepção da realidade das pessoas como forma de entretenimento. Para isso, eu estudo como mudar a percepção das pessoas principalmente no aspecto psicológico.

Uma preocupação minha é sobre a felicidade e o sofrimento. Mas o que é a felicidade e o que é o sofrimento? Como ser mais feliz e como viver com menos sofrimento?

Segue abaixo uma performance do francês Philippe Genty na mágica do britânico Paul Daniels.

O vídeo é triste, mas só há um jeito de viver sem sofrimento algum: é não viver.



Por que toda mágica é uma metáfora da vida.

Acho que a chave para a mudança do nosso humor (e com isso a descoberta dos momentos felizes em nossas vidas) é a mudança de pensamento através de uma nova percepção de vida.

Os pensamentos ajudam a definir qual estado de humor experimentamos em determinada situação. 
Uma vez estando presente um determinado humor, este é acompanhado de pensamentos adicionais que apoiam e fortalecem esse humor. 
É um circuito que se auto-alimenta.

É assim que funciona na hipnose, porque é assim que funciona a nossa mente.

Um bom exemplo é mudar a nossa leitura sobre eventos que acontecem conosco.

Até mesmo a ansiedade por ser transformada em aliada.

Aqui vai uma excelente palestra de Kelly McGonigal sobre como o estresse e pode ser transformado em algo positivo em nossas vidas.



(Acho que teria que escrever um post inteiro sobre sobre hipnose para mostrar como isso é verdadeiro em tantos níveis.) mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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domingo, 23 de março de 2014

Leonardo Martins no "Bastidores" do Multishow

Entrevista para o programa "Bastidores" do Multishow (11 jan 2014)


Em uma entrevista para a Mariana Cabral no programa Bastidores do Multishow.

Ela é uma gracinha de pessoa (sempre muito gentil). Sua equipe me deixou bem à vontade. Fizemos uma adorável entrevista na Fundição Progresso na Lapa.


A edição final do programa, você pode assistir abaixo.



Nota para a reação dela no final do programa :)
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sexta-feira, 21 de março de 2014

A Ilusão do Movimento

Neurocientistas podem explicar como muitas ilusões ópticas funcionam, mas a ilusão de movimento é um pouco mais complexa. A teoria afirma que, movimentos curtos e rápidos do olho chamado "sacadas" podem influenciar a forma como o cérebro percebe o que é importante e o que não é.

Devido à maneira como as formas geométricas são organizadas, o olho se move um pouco (alguns dos movimentos são microscópicos) para entender a imagem inteira, e o foco está constantemente mudando. Com as mudanças no olhar, diferentes neurônios são ativados, e a imagem parece estar se movendo.


Neurocientistas esperam usar as informações obtidas a partir desses estudos para estudar como o cérebro processa essas ilusões, a fim de ajudar a desenvolver uma prótese neural para aqueles que sofreram danos cerebrais e precisam de ajuda com a percepção do movimento.


Imagem: Beau Deeley http://bit.ly/OqptRt mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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quarta-feira, 19 de março de 2014

Mario the Magician

A adolescência de Mario, de vinte e poucos anos, foi gasta viajando pelo seu país (EUA), de carona, explorando, construindo amizades, uma casa na árvore, pastoreando ovelhas, com performances de rua, e muito mais. De repente, ele encontrou-se quando de volta a sua cidade natal, Nova York. Decidiu se dedicar a sua maior paixão, a Mágica.

No início, era apenas um show no fim de semana. Durante algum tempo, Mario foi assistente de um professor de educação especial de crianças. Hoje, Mario trabalha como mágico em tempo integral.

Agora, sua vida vai virar vídeo em um documentário.

Abaixo, o trailer.


Site: Mario the Magician
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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Cientistas desenvolvem 'detector de mentiras' para redes sociais

Um projeto que envolve várias universidades e empresas europeias está desenvolvendo um detector de mentiras para checar rumores que circulam em fóruns online e em redes sociais.


Chamado de Pheme, nome da deusa grega do rumor, projeto durará três anos

O sistema analisará em tempo real se uma publicação é verdadeira e identificará se uma conta ou perfil de uma rede social foi criada apenas para espalhar informações falsas.

Os dados analisados incluirão publicações no Twitter, comentários em fóruns sobre temas relacionados a questões de saúde e comentários públicos no Facebook.

O objetivo do sistema é ajudar organizações, inclusive governos e serviços de emergência, a responder de forma mais efetiva a novos acontecimentos.

O projeto surgiu a partir de uma pesquisa sobre o uso de mídia social durante os conflitos de Londres em 2011.

Autoridade


Segundo os pesquisadores, os rumores online serão classificados em quatro tipos:

  • Especulação – como, por exemplo, se pode haver uma alta na taxa de juros 
  • Controvérsia – como a que ocorreu com a vacina tríplice viral, que foi acusada, em vários países, de provocar o autismo 
  • Má informação – se uma informação falsa é disseminada sem intenção 
  • Desinformação – se uma informação falsa é disseminada intencionalmente

"Depois dos conflitos de 2011, foi sugerido que as redes sociais fossem bloqueadas para impedir que os manifestantes se organizassem", disse Kalina Bontcheva, pesquisadora-chefe do projeto na Universidade de Sheffield.

"Mas as redes sociais também dão acesso a informações úteis. O problema é que tudo isso acontece muito rápido e não conseguimos diferenciar o que é verdade do que é mentira com a mesma velocidade. Isso torna difícil reagir a rumores, por exemplo, impedindo que serviços de emergência invalidem uma mentira para manter a tranquilidade em uma dada situação".

O sistema também categorizará as fontes das informações para avaliar sua autoridade. Elas incluirão serviços de notícias, jornalistas, especialistas, testemunhas, cidadãos e bots – contas que publicam automaticamente em redes sociais. O sistema também examinará o histórico de uma conta para identificar se ela foi criada apenas para disseminar rumores falsos.

Conversas em redes sociais serão analisadas para ver como elas evoluem. Fontes serão checadas para verificar se a informação se confirma ou não. "Apenas o texto será analisado", disse Bontcheva. "Não analisaremos imagens, então, não teremos como saber se uma foto foi alterada. Isso é muito difícil tecnicamente."

Equilíbrio


Os resultados das buscas feitas pelo sistema serão exibidos em um "painel visual" para que as pessoas possam checar se um rumor se sustenta.

A primeira série de resultados deve ficar pronta em 18 meses e será testada principalmente com grupos de jornalistas e profissionais de saúde. "Temos que ver o que funciona ou não e ter certeza de que temos o equilíbrio correto entre análises feitas por máquinas e por pessoas", disse Bontcheva.

Chamado de Pheme, nome da deusa grega conhecida por espalhar rumores, o projeto envolve cinco universidades – Sheffield, Warwick, King’s College London, Saarland, na Alemanha, e Modul, em Viena – e durará 3 anos. Quatro empresas – Atos, iHub, Ontotext e Swissinfo – também participam.

Ao final, espera-se que seja produzida uma ferramenta feita especialmente para jornalistas.

Otimismo


Segundo Rory Cellar-Jones, correspondente de tecnologia da BBC, o projeto vai de encontro a uma tendência crescente de analisar o que é publicado em redes sociais para extrair disso informações valiosas.

"Um técnica conhecida como 'análise de sentimentos' vasculha as redes sociais para detectar padrões e definir qual filme será um sucesso ou qual candidato de uma eleição se saiu melhor em um debate", disse Cellar-Jones. "Até agora, a precisão e qualidade dos seus resultados varia bastante.

"Então, acreditar que técnicas similares serão capazes de distinguir o que é verdade ou mentira nas redes sociais é um tanto otimista."


Fonte: BBC mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

La Carmelita - 06/02/14

Uma noite de mentalismo na Lapa.

Demorei para fazer este post. Peço sinceras desculpas. Muita correria: ensaios e apresentações privadas.

Esta foi a última vez em que apresentei o Ás de Espadas em pubs ou casas de show. É uma apresentação que o público gosta muito, mas ela fica melhor em teatro. É um show forte, mas deve ser realizada em outro tipo de espaço.

Acho que partir de agora vou apresentar em casas de show apenas o Ás de Ouros.

Na minha opinião o show (Ás de Ouros) é mais interativo e me permite o tempo todo não só quebrar a quarta parede do teatro, como também passar fisicamente por ela o tempo todo (a todo momento eu estou na platéia), e não apenas trazer os participantes no palco.

Ser um mentalista é muito mais do que apresentar demonstrações de técnicas. É levar o tipo de entretenimento certo para o tipo de platéia. E isso significa ser intimista quando se deve ser intimista. E eu gosto de estar na platéia quando eu posso.

Sugestão, Psicologia Aplicada, e Mágica Clássica.  


Ás de Espadas - Eu começo com:

  • Uma rápida demonstração de sugestão (como influenciar 4 pessoas ao mesmo tempo),
  • a demonstração do que se pode fazer com a leitura corporal (3 diferentes caminhos), 
  • a aplicação de leitura corporal como detector de mentiras (com 5 pessoas no palco), 
  • o que se pode fazer vendado com psicologia aplicada, 
  • 20 pessoas da platéia escolhem palavras, e com a ajuda de 3 participantes, elas são descobertas com uma leitura direta pela linguagem corporal, 
  • uma hipnose rápida de palco,
  • e como Gran Finale, eu mostro que durante a apresentação, várias pessoas passaram por uma  sugestão subliminar.

Foram 7 efeitos: 60 minutos. E o povo querendo mais! Obrigado pelo carinho.
Após a apresentação no palco, como sempre faço, mentalismo nas mesas.

Alguns testemunhos do show do dia 06:


Débora Ferreira - Empresária
"Show de mágica espetacular e maravilhoso. Vale muito a pena."

José Mauro - Técnico em Informática
"Foi realmente muito bom assistir esse show no meu aniversário."

Antônio Azevedo - Coach e Administrador
"O número de mentalismo é sempre inesperado e surpreendente - e já assisti 3 vezes... É impressionante como ele entra na mente das pessoas!"

Millena Farias - Historiadora
"Sensacional! Achei impressionante a capacidade cognitiva do Leonardo! Os atos surpreendem as pessoas e cativam o público. O primeiro número que presenciei me deixou estupefata... Impressionante."

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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Já se imaginou no corpo de outra pessoa?

Como seria perceber o mundo como outra pessoa?
Seria mais fácil entendermos o outro?
Ou a nós mesmos?



A instalação artística The Machine to Be Another, por meio da realidade virtual, realiza diversas experiências tecnológicas.

Com o acessório Oculus Rift – promete o início do que seria trocar de corpo com outra pessoa.


THE MACHINE TO BE ANOTHER é uma investigação artística Open Source com o objetivo de estudar a relação de identidade e empatia.

Desenvolvida com baixo orçamento, os experimentos utilizam a incorporação de extensões e realidade virtual.


Concebido como uma instalação interativa, permite ao usuário interagir com a história de vida de outra pessoa, como que por transmissão de pensamento.

O artista é alguém interessado em compartilhar uma história de sua vida. Esse papel pode ser assumido por um ator interpretando um papel ou uma pessoa qualquer contando uma situação real. As histórias contadas são vivenciadas pela outra pessoa.


SET UP: 

  • 2 displays de cabeça wireless 
  • Fones de ouvido wireless para o usuário
  • 2 celulares usados como bússolas que determinam a posição do usuário e controla em tempo real a posição de 2 servo-mecanismos que são conectados a uma câmera com o ponto de vista do artista. 
  • 3 webcams com grande angular  (2 para o usuário, 1 para o artista)
  • 2 computadores 
  • Roteador local 
  • Programado em: Pure Data, Max MSP e OSC mobile apps (GyrOsc e Osc). 

Fonte: The Machine to be another mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Paralisia do Sono


Quadro de John Henry Fuseli - The Nightmare (1781)

A Paralisia do Sono é uma condição caracterizada por uma paralisia temporária do corpo imediatamente após o despertar ou, com menos freqüência, imediatamente antes de adormecer.

Fisiologicamente, ela é diretamente relacionada à paralisia que ocorre como uma parte natural do sono REM, a qual é conhecida como atonia REM. A paralisia do sono ocorre quando o cérebro acorda de um estado REM, mas a paralisia corporal persiste. Isto deixa a pessoa temporariamente incapaz de se mover.

Além disso, o estado pode ser acompanhado por alucinações hipnagógicas.

Algumas vezes, a paralisia do sono é vista pela pessoa afligida como nada mais do que um sonho. São relatos de sonhos nos quais as pessoas se vêem deitadas na cama e incapazes de se mover.

Outras vezes, as alucinações que podem acompanhar a paralisia do sono faz com que algumas pessoas tenham sua percepção alterada e veja objetos e formas completamente fantasiosos no quarto em meio a objetos normais. Esse fenômeno explica alguns casos de relatos de abdução por alienígenas, sensações de saída do corpo, e a comum visão de demônios sobre o peito (tudo depende das crenças pessoais).

Segue um excelente vídeo da Nerdologia que explica bem o fenômeno:

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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Percepção e Imaginação

Quando você olha para a imagem de uma maçã no monitor do seu computador...


A maçã existe em dois lugares: no monitor e no seu cérebro. A percepção designa o ato pelo qual tomamos conhecimento de um objeto do meio exterior. Se você fechar os olhos e imaginar uma maçã, existe uma maçã, mas em um só lugar - em seu cérebro.

É útil ter palavras para descrever as várias maças. A maçã que está no mundo vamos chamar de maçã do mundo real (real-world-object).

A maçã que está no cérebro tem dois nomes que são ligeiramente diferentes:

Um deles é o "modelo mental" (mental model) , que é a identificação de um objeto em sua mente.

O segundo é o "conjunto de células" (cell assembly), que é como muitos neurocientistas pensam em bases biológicas de um conceito ou ideia.

Um conjunto de células é um conjunto de neurônios que, quando ativado como um grupo, provoca um correspondente modelo mental de uma percepção consciente.

Este conceito de conjunto de células não está ainda provado, é uma hipótese. Embora ninguém jamais viu ou demonstrou um conjunto de célula , as evidências estão se acumulando.

Talvez o argumento mais forte sobre a existência do conjuntos de células seja as gravações de neurônios individuais em animais e humanos. Vamos imaginar que somos capazes de gravar os dados a partir de todos os neurônios do cérebro de alguém . Quando a pessoa vê ou imagina uma maçã, todos os neurônios no conjunto de células "maçã " ficam ligados (têm uma alta taxa de potencial de ação), enquanto outros neurônios estão desligados. Se um objeto diferente é visto ou imaginado, um conjunto de células diferentes é ativado. Este experimento é impossível com a tecnologia atual, uma vez que, no máximo, cerca de 100 neurônios podem ser gravados ao mesmo tempo. Podemos, no entanto, gravar até cerca de 100 neurônios em um momento com pessoas ou animais em experimentos.

Aqui está o que o modelo conjunto de célula prevê durante a gravação de um número limitado de neurônios: Durante a apresentação da maioria dos estímulos, todos os neurônios registrados permanecerão quietos. Em algumas ocasiões, um estímulo particular irá "ligar" um dos neurônios. O neurônio que é ativado será ativado sempre que o sujeito vê o mesmo objeto, mas não outros objetos. O neurônio também será acionado quando o sujeito pensar no objeto .

 Este experimento foi realizado por um grupo de cientistas da UCLA e foi publicado em 2009 na revista Science. Dezenas de neurônios foram gravados simultaneamente em pacientes à espera de uma neurocirurgia. O experimento consistiu em mostrar ao sujeito pesquisado uma gama de clipes de vídeo . Alguns dos neurônios (cerca de 10 %) se "ligaram" de uma forma confiável a algumas partes dos videoclipes. Na primeira parte do experimento, era mostrado ao paciente uma série de clipes de vídeo, para ver se algum dos neurônios "era ligado". Na segunda parte do experimento, os pacientes foram convidados a recordar de memória qualquer um dos clips de vídeo que tinham visto e dizer o nome quando se lembrava deles.

O vídeo abaixo, mostra os resultados de um único neurônio, em ambas as partes do experimento . Você ouve um "pop" para cada potencial de ação. O traço branco de rolagem é um gráfico de taxa de disparo do neurônio. Este neurônio é ativado seletivamente por um vídeo de "Os Simpsons" . O primeiro de 3/4 de vídeo (até 01:35 ) é correspondente a primeira parte do experimento, quando uma série de clipes de vídeo é mostrada. O segmento seguinte, a partir de 1:35 até o final, é da segunda parte do experimento, quando o sujeito foi convidado a recordar os clipes que ele tinha visto. Você pode ver que este neurônio é altamente seletivo para "Os Simpsons", em ambas as partes do experimento.



Embora esse resultado seja precisamente o que o modelo conjunto de células prevê, não é uma prova de que a hipótese do modelo conjunto de células esteja correta.

As noções de conjuntos de células e modelos mentais são simplificações de processos muito complexos. No entanto, alguns neurocientistas sentem que capturam a essência da percepção e da imaginação. Estes são os primeiros passos na compreensão de como o cérebro funciona. Enquanto estes experimentos apoiam estas concepções, eles não são conclusivos. Nós ainda não entendemos a experiência subjetiva da consciência. Embora a ativação de um conjunto de células leva à percepção consciente, não temos ideia de como isso acontece.

Fonte: BrainFacts mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O Incrível Experimento de Sifão com a Corrente de Metal

Uma corrente de metal pode criar um efeito de sifão apenas com as condições propícias.



Assista ao vídeo antes da explicação:



A razão do sifão é que a cadeia que puxa para baixo, do lado de fora do recipiente é mais longo (e mais pesada) do que a força peso da cadeia no interior do recipiente. O peso sozinho mantém o efeito sifão.

A razão pela qual a corrente que circula é mais elevada do que a borda do recipiente tem a ver com o fato de que as contas estão mudando de direção e não pode fazer isso instantaneamente devido ao comportamento natural da corrente (forma). A forma do recipiente também desempenha um importante papel aqui.

Após um puxão inicial (força mínima para dar partida ao sistema), o próprio peso da corrente mantém o sistema em andamento. Assim, um grande circuito é formado. Um lindo efeito sifão.

Dica do meu amigo, Spark

Fonte: Steve Mould mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Cães fazem cocô alinha do com campo magnético da Terra


Pesquisadores da Universade Tcheca de Ciências Naturais divulgaram um estudo que relaciona cães ao campo magnético da Terra. De acordo com a pesquisa, os cachorros são sensíveis a pequenas variações no campo, fazendo cocô com o corpo alinhado ao eixo Norte-Sul quando há poucas variações no magnetismo.

O estudo foi publicado pela Frontiers in Zoology, e os resultados ainda mostram que a situação é bem diferente quando o campo está instável. Os animais perdem o senso de direção quando tempestades solares, por exemplo, atingem o planeta – e as fezes saem desalinhadas.

Para chegar a isso, os cientistas analisaram o comportamento de 70 cachorros de 37 raças diferentes durante dois anos. Foram 1.893 análises de defecação e 5.582 de urinação, e todos os dados foram “organizados de acordo com as condições geomagnéticas predominantes durante os respectivos períodos de amostragem”.

Esta é a primeira vez em que a sensibilidade magnética dos cães é de fato provada. Além disso, a alta sensibilidade a mudanças na polaridade terrestre nunca havia sido identificada como “biologicamente significativa” antes. Agora, sabe-se pelo menos que elas afetam o senso de direção dos cachorros – e futuros estudos podem revelar muito mais.

Fora essas conclusões, todo o processo ainda rendeu descobertas mais interessantes do que a “mera relação” de um mamífero com o campo magnético. Os pesquisadores também perceberam que o magnetismo da Terra está calmo em “apenas durante cerca de 20% do período do dia com luz do sol”. Com isso, os achados podem dar uma “explicação do porquê de tantos experimentos relacionados à recepção magnética serem tão difíceis de replicar”, dizem no artigo.

O estudo completo, em inglês e PDF, pode ser lido aqui. Ele traz as tabelas com os dados de observações de cada cachorro participante da pesquisa.

Fonte: Info Exame

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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Cientistas criam "mapa corporal" das emoções

Uma equipe de pesquisadores finlandeses criou o que pode ser o primeiro mapa a apontar em que lugar do corpo as emoções humanas se manifestam.



Emoções básicas ativam sensações na parte superior do corpo, segundo mapa de cientistas

Os cientistas da Universidade de Aalto comprovaram que cada emoção desperta reações em diferentes áreas e que isto acontece independentemente do fato de as pessoas terem culturas diferentes.

De acordo com os pesquisadores, o corpo reage desta forma devido a mecanismos biológicos que nos preparam para responder ao que acontece à nossa volta, seja para a defesa ou para desfrutar da situação.

"As emoções não ajustam apenas a nossa saúde mental, mas também nossos estados corporais. Desta forma, nos preparam para reagir rapidamente frente aos perigos, mas também diante de qualquer oportunidade que o ambiente nos ofereça, como uma interação social prazerosa", disse Lauri Nummenmaa, professora de neurociência e líder da equipe de cientistas.

Os autores do trabalho, publicado na revista especializada PNAS, afirmam que o mapa físico emocional tem bases biológicas e é universal.

Pelo corpo todo


Para o estudo, os cientistas realizaram cinco experimentos com 701 pessoas.

Os voluntários deveriam localizar em que lugar sentiam o efeito de uma série de emoções básicas como raiva, medo, nojo, felicidade, tristeza ou surpresa, e outras mais complexas como ansiedade, amor, depressão, desprezo, orgulho, vergonha e inveja.

Os participantes tinham que colorir em uma figura humana as zonas que se ativavam mais ou menos enquanto ouviam as palavras que designam cada uma destas emoções.

O vermelho era usado para marcar as áreas de maior atividade e o azul, as com menos sensações. Os cientistas então observaram uma grande coincidência, acima de 70%, das áreas coloridas.

É possível observar no mapa criado pelos pesquisadores que as duas emoções que causam uma reação corporal mais intensa e em todo o corpo são o amor e a alegria.

Também é possível ver que, no geral, todas as emoções básicas ativam sensações na parte superior do corpo, onde estão os órgãos vitais. E principalmente na cabeça.

"Observar a topografia das sensações corporais disparadas pelas emoções permite criar uma ferramenta única para a investigação das emoções e pode até oferecer indicadores biológicos de transtornos emocionais", afirmaram os cientistas em seu estudo.

Os cientistas também fizeram outros quatro experimentos com os voluntários, envolvendo fotografias, imagens, filmes e relatos que tentavam transmitir a eles as emoções em questão.

E, para garantir que estes mapas não dependiam da cultura ou língua dos voluntários, os cientistas repetiram os exercícios em três grupos diferentes: finlandeses, suecos e taiwaneses.

Mesmo em grupos de nacionalidades diferentes, os cientistas observaram as coincidências e, por isso, concluíram que as respostas físicas às emoções parecem universais.


Fonte: BBC mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

La Carmelita - 12/12/13

Uma noite vitoriana na Lapa.


Uma noite deliciosa com um público cativante.

Esta foi a quarta apresentação (Ás de Ouros), a última da série.

Nela, eu faço a performance de um grande clássico da Era Vitoriana:  The Brick Head.
(thank you, Ray Thompson!)

Sugestão, Psicologia Aplicada, e Mágica Clássica.  


Eu começo com:

  • a demonstração do que se pode fazer com a linguagem corporal, 
  • vou para uma sugestão direta, 
  • novamente volto para psicologia aplicada, 
  • vou para a hipnose, 
  • faço a performance de uma mágica clássica vitoriana, 
  • e termino com um mix de linguagem corporal e uma forte demonstração de memorização.

Foram 6 efeitos: 55 minutos com a sensação térmica de 15 :)
Após a apresentação no palco, eu faço mentalismo nas mesas.

Foi realmente uma noite muito divertida.

Obrigado pela adorável noite de ontem, vocês foram ótimos!

Muito obrigado também ao meu grande parceiro, La Carmelita.


Como foi vivenciar uma noite vitoriana?

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Estas 4 reações químicas vão deixar você de queixo caído


#1 – Ácido bromídrico




Se você gosta de imagens com um toque psicodélico, vai adorar conhecer esse experimento que resulta em cores fortes e um movimento surpreendente. O conceito químico da Reação de Belousov-Zhabotinsky é a explicação para o fenômeno que você vê no vídeo acima. Trata-se de uma “reação química oscilante” durante a qual a transição dos íons dá origem aos complexos padrões que podem ser vistos a olho nu.

Para conseguir o resultado, basta misturar algum tipo de bromo em uma solução ácida para termos uma reação química impressionante. O ácido transforma o bromo em brometo (que apresenta uma cor diferente), que rapidamente volta a sua forma de bromo. É justamente essa transição repetitiva que dá origem aos desenhos ondulados que duram por vários minutos.

#2 – Sulfito de sódio, ácido cítrico e iodato de sódio




Existe uma reação química conhecida como Reação de Harcourt-Esson que transforma quase que instantaneamente líquidos transparentes em uma mistura preta. Esse fenômeno – também conhecido como Relógio de Iodo – é obtido a partir da combinação de sulfito de sódio, ácido cítrico e iodato de sódio nas proporções certas. Conforme mostra o vídeo, o resultado acontece em poucos instantes.

Esse fenômeno é formado por uma série de reações que consomem cada uma das substâncias. Quando o sulfito de sódio é completamente consumido, a mistura fica imediatamente preta. Ao equilibrar novamente os ingredientes é possível reverter a reação.



Existe uma variante desse fenômeno que é conhecida como a Reação de Briggs-Rauscher, que utiliza diferentes ingredientes e fórmulas. Com uma combinação alternativa é possível conseguir misturas que alternam repetitivamente entre tons de amarelo e azul, como você vê no vídeo acima.

#3 – Triboluminescência




A triboluminescência é um fenômeno que consiste em cristais que emitem luz quando são moídos. Um dos melhores elementos químicos para fazer esse experimento é conhecido como europium tetrakis. Ao contrário do que se pode imaginar, enquanto os cristais são esmagados, não é liberado nenhum tipo de eletricidade ou calor. O que acontece, na verdade, é que a energia mecânica empregada sobre os cristais é transformada em luz.



Outro elemento bastante comum que também pode sofrer triboluminescência é o açúcar, como você pode conferir no vídeo acima. O exato mecanismo responsável pelo fenômeno ainda está sendo investigado, mas algumas teorias acreditam que a quebra das estruturas causa separação das cargas que, por sua vez, liberam energia quando se recombinam. Essa energia é capturada pelos átomos mais próximos e liberada em forma de luz.

#4 - Tiocianato de mercúrio e dicromato de amônio




O tiocianato de mercúrio é um pó branco totalmente inócuo e de aparência inofensiva. No entanto, a substância se transforma completamente quando entra em contato com o fogo. Como é possível ver no vídeo acima, a decomposição da substância resulta em uma estrutura retorcida que mais lembra uma criatura maligna e é popularmente como Serpente do Faraó.



Outra substância que reage de maneira surpreendente em contato com o fogo é o dicromato de amônio. Originalmente de cor alaranjada, o elemento químico se decompõe rapidamente resultando em labaredas impressionantes e uma grande quantidade de cinzas, o que lembra a imagem de um vulcão em erupção.


Fonte: Mega Curioso mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Dá pra mudar a personalidade?






















Por Rodrigo Rezende
Para Super Interessante

Dizer que não é radical. Dizer que sim é mentiroso.
Pois é... A resposta é mais complicada do que se poderia pensar a princípio.

Imagine um sapato. Olhando o estilo e o estado, você é capaz de supor muita coisa sobre o dono. Dá para imaginar como ele se veste, do que gosta, se é sério ou descontraído. Dá para arriscar seu escritor favorito, em quem ele votou na última eleição, se acredita em deus e até se ele faz o seu tipo. Sua personalidade é como esse sapato: um reflexo de como você se vê e de como é visto.

Parece que não, mas, para chegar a esse modelo de calçado, você fez muitas escolhas: filtrou influências, ouviu opiniões, testou conforto, analisou preço. Da mesma maneira, diversos fatores interferiram na formação da sua personalidade: seus pais, seus amigos, o lugar onde você cresceu, o período em que viveu. E sua genética, claro, que, do mesmo jeito que deixa uma forma única no sapato, molda uma parte de você.

O resultado é um conjunto de padrões de comportamento bem difícil de ser explicado ou medido pela ciência. Desde o fim do século 18, muitas teorias foram criadas.

Hoje, uma das mais aceitas é a dos 5 Grandes Fatores, um modelo desenvolvido nos anos 80 pelos americanos Robert McCrae e Paul T. Costa. Ela conseguiu de maneira simples e abrangente classificar os traços de personalidade reconhecidos tanto por especialistas quanto por leigos (veja tabela ao lado).

Para criá-la, partiu-se do pressuposto de que todos os aspectos da personalidade humana estão registrados na linguagem que eu, você ou um habitante da Antártida usamos para definir alguém: implicante, curioso, falante, preguiçoso, organizado...

Os pesquisadores juntaram todos os adjetivos possíveis e tentaram reuni-los em grandes famílias. Chegaram, assim, a 5 fatores - extroversão, neuroticismo, abertura à experiência, consciência e afabilidade -, cada um contendo dezenas de traços psicológicos.

A extroversão agrega tudo o que diz respeito à sociabilidade: em um extremo estariam pessoas com muita disposição, otimismo e afetuosidade; no outro, as mais sérias e reservadas.

Neuroticismo foi o termo encontrado para reunir características relacionadas à estabilidade emocional. O nível de ansiedade, nervosismo e irritabilidade, por exemplo, é retratado nesse grupo.

Abertura à experiência é o que mede o interesse por experimentar muitas áreas diferentes (aqui são registrados o senso de estética, as ideias e os valores). Dentro do fator consciência estão representados o senso de responsabilidade, a disciplina e o sentido prático.

E o fator afabilidade basicamente diz como você se relaciona com outras pessoas - se é generoso, leal e sensível ou mais desconfiado e individualista. Teoricamente, todos os traços de personalidade poderiam ser encaixados em um desses grupos.

Essa padronização abriu caminho para o desenvolvimento de uma série de avaliações que tentam definir objetivamente a personalidade de alguém.

5 fatores


Extroversão

- Reservado x afetivo
- Tímido x sociável
- Quieto x falante
- Insensível x passional
- Discreto x alegre

Neuroticismo

- Tranquilo x tenso
- Constante x instável
- Satisfeito x autopiedoso
- Racional x emocional
- Seguro x inseguro

 Abertura

- Realista x imaginativo
- Convencional x original
- Rotina x variedade
- Pouco curioso x curioso
- Conservador x liberal

 Afabilidade

- Cruel x piedoso
- Duvidoso x confiável
- Mesquinho x generoso
- Crítico x tolerante
- Rude x cortês

 Consciência

- Negligente x responsável
- Preguiçoso x trabalhador
- Bagunceiro x organizado
- Atrasado x pontual
- Acomodado x ambicioso

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Isso significa que vou ser assim para sempre? 


Essa pergunta é o calo no pé dos estudiosos. Alguns dizem que, como o corpo, a personalidade muda ao longo do tempo. Outros rebatem que a personalidade seria como a cor dos olhos - se você nasceu com ela, vai morrer com ela. Para outros, o melhor paralelo é a altura: é desenvolvida até certa idade, depois estaciona e não muda mais.

A última versão é a mais aceita pelos especialistas. Mas você terá mais que 18 anos para se definir. Na verdade, terá por volta de 30. Depois disso, pouca coisa vai mudar. "Esse limite não é imposto pela biologia", diz Maria Elisabeth Montagna, professora de psicologia da PUC de São Paulo. "É apenas uma época em que se considera que o adulto já é independente e maduro. Dependendo da pessoa ou da cultura em que ela foi criada, a definição da personalidade pode vir antes ou depois."

O ponto é que a partir dos 30 anos a sua personalidade tende a se congelar como é. Um estudo feito nos EUA com pessoas que 45 anos antes haviam respondido questionários sobre a sua personalidade mostrou que os hábitos cultivados na velhice poderiam ter sido previstos por traços identificados na juventude. Jovens que demonstravam ser criativos, curiosos e liberais tinham se tornado velhos que com hobbies artísticos e que preferiam assistir a programas alternativos. E os que na juventude eram mais conservadores e pés no chão viraram idosos que se divertiam costurando, cozinhando, cuidando do jardim e vendo shows de auditório.

Quer dizer, então, que exatamente quando chegamos à fase adulta, quando melhor nos conhecemos e mais sabemos lidar com nossos conflitos, já não é possível mudar nada? Não é bem assim. Mas a partir daqui, amigo, você vai ter que trabalhar com o que você tem.

Alguém passional, de humor instável, costuma reagir antes de pensar. Pode, sim, aprender a prever suas emoções para evitar futuros arrependimentos. Seria, portanto, possível suavizar uma característica inconveniente. Do mesmo jeito, quem é muito tímido jamais vai ser o piadista da turma, mas poderá aprender a falar em público. Adaptar-se é uma questão de sobrevivência. O quanto você vai conseguir se adaptar é questão de força de vontade.

Pense antes de casar 


Os traços de personalidade relacionados ao neuroticismo são os mais difíceis de mudar. Aqui estão adjetivos como passional, irritável, vulnerável e ansioso.

Foram esses os principais motivos do divórcio ou da infelicidade no casamento de 300 casais americanos que participaram de uma pesquisa realizada pelos psicólogos E. Lowell Kelly e James Conley e publicada em 1987. O questionário, aplicado a primeira vez em 1935 e mais uma vez 45 anos depois, demonstrou que instabilidade, reações explosivas e excesso de brigas exerciam influência muito maior nas crises de relacionamento dos casais que questões ligadas a trabalho, à família ou ao sexo. E pior: mesmo cientes disso, a maior parte dos cônjuges problemáticos não conseguiu se ajustar em prol do casamento.

A dificuldade faz sentido: os traços ligados ao neuroticismo são os com maior tendência a se tornarem transtornos psiquiátricos. Nesses casos, só com terapia.

Você está achando tudo um exagero e acabou de pensar em um monte de casos em que o marido ficou mais organizado, sociável e amoroso ao longo dos anos. É possível. Mas não se case pensando neles. Mesmo em campos aparentemente mais moldáveis, como o da extroversão ou o da consciência, a mudança costuma ser tímida (alguns estudiosos arriscam um máximo de 10%) e tem que partir da outra pessoa, e não de você.

Pensando bem, isso pode ser até bom. No fundo, permanecer mais ou menos igual é importante para o equilíbrio da nossa vida. Não dá pra ser uma pessoa diferente a cada instante, simplesmente porque o mundo nos exige coerência. Você precisa saber quem você é e os outros, o que esperar de você. Ou, mais do que flexível, você pareceria um louco.


Adaptado de Super Interessante

Este post está relacionado com: Como você virou você

Para saber mais

Teorias da Personalidade, Duane Schultz e Sidney Elle Schultz, Cengage Learning, 2008.

Personality in Adulthood, Robert McCrae e Paul Costa, The Guilford Press, 2006.
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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

10 teorias que explicam por que sonhamos


O estudo dos sonhos é chamado oneirologia, e é um campo de investigação que abrange a neurociência e a psicologia. Ainda assim, as razões pelas quais sonhamos ainda são misteriosas. Mas isso não impediu que os cientistas elaborassem algumas hipóteses bastante fascinantes. Aqui estão dez delas.

1. Realização de desejos


Um dos primeiros esforços sustentados para estudar cientificamente os sonhos foi liderado pelo psicanalista Sigmund Freud, no início do século XX. Após analisar os sonhos de centenas de seus pacientes, ele veio com uma teoria: os sonhos são realizações de desejos.

Qualquer sonho, não importa o quão aterrorizante ele seja, ele deve ser encarado como uma forma de obter algo que você quer, literalmente ou simbolicamente. Por exemplo, digamos que você tem um sonho terrível e triste com a morte de um ente querido. Por que isso seria a realização de um desejo? Talvez, Freud diria, você está tendo um conflito com esse alguém que seria facilmente resolvido se ele morresse.

2. Um efeito colateral acidental de impulsos neurais aleatórios


A ideia de Freud sobre os sonhos é profundamente significativa. Eles podem revelar desejos e emoções que você não sabia que você tinha. Mas outra escola popular de pensamento sustenta que os sonhos são realmente apenas um efeito colateral acidental de circuitos ativados no tronco cerebral e estimulados pelo sistema límbico, que está envolvido com as emoções, sensações e memórias. J. Allan Hobson, o psiquiatra que popularizou esta ideia, sugeriu que o cérebro tenta interpretar estes sinais aleatórios, resultando em sonhos.

3. Codificação de memórias de curto prazo para o armazenamento a longo prazo


Talvez os sonhos sejam apenas histórias geradas aleatoriamente causadas por impulsos neurais, mas talvez também exista uma razão para eles. Para explorar essa ideia, o psiquiatra Jie Zhang propôs a teoria de que nossos cérebros estão sempre armazenando memórias independentemente se estamos acordados ou não. Mas os sonhos são uma espécie de área de “armazenamento temporário” da consciência, um local onde o cérebro guarda memórias antes de transformá-las de curto prazo para o armazenamento de longo prazo. Elas piscam através de nossas mentes resultando em sonhos, antes de serem arquivadas no cérebro.


4. A coleta de lixo


Essa ideia sugere que sonhamos para nos livrarmos de ligações e associações indesejáveis que se acumulam em nosso cérebro ao longo do dia. Basicamente, os sonhos são mecanismos de coleta de lixo, limpando nossas mentes de pensamentos inúteis e abrindo caminho para melhores. Essencialmente, sonhamos para esquecer. Os sonhos nos ajudam a eliminar a sobrecarga de informações da vida diária e mantém apenas os dados mais importantes.

5. Consolidar o que aprendemos


Esta teoria sugere que sonhamos para nos lembrar, em vez de esquecer. Ela é baseada em uma série de estudos que mostram que as pessoas se lembram o que aprenderam melhor se elas sonham depois de aprender. Como a teoria de Zhang sobre o armazenamento da memória de longo prazo, esta teoria sugere que os sonhos nos ajudam a reter o que aprendemos. A teoria é sustentada por estudos recentes sobre trauma, que sugerem que quando uma pessoa vai dormir logo após uma experiência traumática, ela está mais propensa a se lembrar e ser assombrada pelo trauma. Assim, uma forma de triagem para pessoas traumatizadas é mantê-las acordadas e ativas por várias horas, mesmo se estiverem cansadas, para evitar que esta consolidação da memória traumática aconteça.

6. Uma consequência evolutiva do mecanismo de defesa ”fingir de morto”


Com base em estudos que revelaram fortes semelhanças entre os animais que se fingem de mortos e as pessoas que estão sonhando, esta teoria sugere que o sonho pode estar relacionado com um antigo mecanismo de defesa: a imobilidade tônica, ou se fingir de morto. Quando você sonha, seu cérebro se comporta da mesma forma quando você está acordado, com uma diferença crucial: produtos químicos como a dopamina associados com o movimento e ativação do corpo são completamente desligados. Isto é semelhante ao que acontece com os animais que sofrem paralisia temporária para enganar seus inimigos, os fazendo pensar que eles já morreram.


7. Simulação de ameaça


A teoria anterior se encaixa muito bem com uma outra teoria evolutiva dos sonhos, desenvolvida pelo filósofo-neurocientista Antti Revonusuo, na Finlândia. Ele sugere que “a função biológica dos sonhos é simular eventos de risco, para então ensaiar a percepção de ameaça e evitá-la.” As pessoas que têm esses tipos de sonhos são mais capazes de enfrentar as ameaças na vida real porque elas já se prepararam através destas simulações noturnas.

8. Resolução de problemas


A pesquisadora médica Deirdre Barrett sugere que os sonhos são uma espécie de teatro onde somos capazes de resolver problemas de forma mais eficaz do que quando estamos acordados – em parte porque a mente quando está sonhando faz ligações mais rapidamente do que quando está acordada.

9. Seleção natural


Segundo o psicólogo Mark Blechner, os sonhos produzem “mutações de pensamento.” Nossa mente pode então selecionar estas mutações e variações para produzir novos tipos de pensamento, imaginação, auto-consciência, e outras funções psíquicas. Basicamente, os sonhos são a seleção natural de ideias. Isto pode estender-se ao nível das emoções, também.


10. Processamento de emoções dolorosas com associações simbólicas


Enquanto o modelo darwiniano dos sonhos sugere que estamos sempre transformando nossas idéias, ou eliminando as emoções inadequadas, um novo modelo de sonhos sugere que o processo soa mais como uma terapia do que uma evolução. Nós não estamos selecionando ideias mais adaptativas ou emocionantes – estamos apenas pegando essas ideias e emoções e colocando-as em um contexto psicológico mais amplo. Muitas vezes, o cérebro faz isso associando uma emoção a um símbolo.

Quando uma emoção clara está presente, os sonhos são muitas vezes muito simples. Assim, as pessoas que experimentam o trauma, como uma fuga de um prédio em chamas, um ataque ou um estupro, muitas vezes têm um sonho como: “Eu estava na praia e fui arrastado por uma onda.” Este caso é paradigmático. É óbvio que o sonhador não está sonhando com o evento traumático real, mas em vez disso, seu cérebro retrata a emoção: “Estou apavorado. Estou impressionado.”

Quando o estado emocional é menos claro, ou quando há várias emoções ou preocupações simultâneas, o sonho torna-se mais complicado. Temos estatísticas que mostram que esses sonhos intensos são realmente mais frequentes e mais intensos após um trauma. Na verdade, a intensidade do sonho central parece ser uma medida da excitação emocional do sonhador.

A teoria especula que esse tipo de associação entre a emoção e o símbolo ajuda a “amarrar” as emoções e tecê-las na nossa história pessoal. Possivelmente, esse tipo de associação simbólica foi uma adaptação evolutiva que ajudou nossos ancestrais a lidar com trauma em um mundo onde eles teriam tratado com muito mais eventos que ameaçam a vida do que a maioria de nós hoje.

Em última análise, esta hipótese nos traz de volta ao componente narrativa dos sonhos. Parece que estamos usando essas imagens e idéias bizarras para dar sentido aos acontecimentos do dia, para transformar descargas neurais aleatórias em algo coerente, e até mesmo para descobrir como devemos nos sentir sobre o que aconteceu com a gente. Não há dúvida de que os sonhos desempenham um papel importante em nossos processos de pensamento. A questão permanece, no entanto: Eles são uma adaptação evolutiva, ou apenas um acidente misterioso?


Fonte: io9 mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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domingo, 1 de dezembro de 2013

Pessoas Mentalmente Fortes: Os 13 comportamentos


Por Amy Morin
Para Forbes

Podemos definir quem tem muita força mental identificando comportamentos de indivíduos: o que fazem e o que não fazem. Essa lista foi criada por Amy Morin, uma psicoterapeuta e assistente social licenciada,  que me impressionou bastante.


1 . Não perdem tempo sentindo pena de si mesmo.
Você não vê as pessoas mentalmente fortes sentindo pena pelas suas circunstâncias ou choramingando pela maneira como foram tratadas. Elas aprenderam a assumir a responsabilidade por suas ações e resultados , e elas têm uma compreensão do fato de que muitas vezes a vida não é justa. Elas são capazes de emergir de circunstâncias difíceis com a auto-consciência e gratidão pelas lições aprendidas . Quando uma situação acaba mal, eles respondem com frases como " Oh, ok." Ou talvez , simplesmente , "Próximo! "

2 . Não dão determinados poderes aos outros. 
Pessoas mentalmente fortes não dão aos outros o poder de fazê-la se sentir mal ou inferior. Elas entendem que elas estão no controle de suas ações e emoções. Elas sabem que a sua força está na sua capacidade de gerir a forma como elas respondem.

3 . Aceitam a Mudança.
Pessoas mentalmente fortes aceitam a mudança e dão boas-vindas aos desafios . Seu maior "medo", se tiver um, não é do desconhecido, mas de tornar-se complacente e estagnada. Um ambiente de mudança e incerteza pode ainda energizar uma pessoa e colocar para fora o seu melhor.

4 . Não desperdiçam energia com coisas que não podemos controlar.
Pessoas mentalmente fortes não reclamam (muito) sobre tráfego ruim , bagagem perdida, ou especialmente sobre as outras pessoas, pois reconhecem que todos esses fatores são geralmente, fora do seu controle. Em uma situação ruim, elas reconhecem que a única coisa que sempre podem controlar é a sua própria resposta e atitude, e elas usam esses atributos.

5 . Não ficam preocupados em agradar os outros. 
Conhece alguém que agrada todo mundo? De maneira controversa, as pessoas que costumam desagradar os outros reforçam uma imagem de força. Nenhum extremo é uma bom. Uma pessoa mentalmente forte se esforça em ser gentil e justo para agradar aos outros, mas não tem medo de falar. Elas são capazes de suportar a possibilidade de que alguém vai ficar chateado e vai conduzir a situação com graça, sempre que possível.

6 . Não têm medo de assumir riscos calculados. 
Uma pessoa mentalmente forte está disposta a assumir riscos calculados. Isso é uma coisa completamente diferente do que pular de cabeça em riscos tolos. Mas o indivíduo pode pesar os riscos e benefícios, e avaliar as potenciais desvantagens e até mesmo os piores cenários antes de tomar uma atitude.

7 . Não ficam debruçados sobre o passado. 
Há força em reconhecer o passado e, sobretudo, em reconhecer as coisas aprendidas com as experiências passadas, mas - uma pessoa mentalmente forte é capaz de evitar afundar sua energia mental em decepções do passado ou nas fantasias dos "dias de glória " passados. Elas investem a maior parte de sua energia na criação de um presente e um futuro melhor .

8 . Não cometem os mesmos erros repetidamente.
Nós todos sabemos qual é a definição de insanidade, certo? É quando tomamos repetidamente as mesmas ações e esperamos um resultado diferente. Uma pessoa mentalmente forte assume total responsabilidade do comportamento passado e estará disposta a aprender com os erros. A pesquisa mostra que a capacidade de ser auto-reflexivo de forma precisa e produtiva é uma das maiores forças de executivos bem-sucedidos e empresários.

9 . Não se ressentem com o sucesso dos outros.
É preciso ter força de caráter para sentir alegria genuína e emoção com o sucesso dos outros. Pessoas mentalmente fortes têm essa capacidade. Elas não ficam com ciúmes ou ressentidas quando outros têm sucesso (embora possam tomar notas sobre o que o indivíduo fez bem). Elas estão dispostas a trabalhar duro por suas próprias chances de sucesso, sem depender de atalhos.

10 . Não desistem após falharem.
Cada fracasso é uma oportunidade de melhora . Mesmo os maiores empresários estão dispostos a admitir que seus esforços iniciais invariavelmente trouxeram muitos fracassos. Pessoas mentalmente fortes estão dispostas a falhar de novo e de novo, se necessário, desde que a experiência de aprendizagem de cada "fracasso" possa trazê-las mais perto de seus objetivos finais.

11 . Não tem medo de passarem o tempo sozinhas.
Pessoas mentalmente fortes apreciam e até mesmo valorizam o tempo que passam sozinhas. Elas usam seu tempo de inatividade para refletir, planejar e ser produtiva. Mais importante, elas não dependem de outros para reforçar a sua felicidade e humor. Elas podem ser felizes com os outros, e elas podem também serem felizes sozinha.

12 . Não sentem que o mundo lhes deve alguma coisa. 
Na economia atual, executivos e funcionários em todos os níveis estão tendo a percepção de que o mundo não lhes deve um salário, um pacote de benefícios e uma vida confortável, independentemente da sua preparação e escolaridade. Pessoas mentalmente fortes entram no mundo preparadas para trabalhar e ter sucesso por seus méritos, em todas as fases do jogo.

13 . Não esperam resultados imediatos. 
Quer se trate de um programa de treino, um regime nutricional, ou começar um negócio, as pessoas mentalmente fortes estão "nela a longo prazo" . Eles sabem que não devem esperar resultados imediatos. Eles aplicam a sua energia e tempo em doses, e celebram cada etapa e incremento de sucesso no caminho. Eles têm "poder de permanência." E eles entendem que as mudanças genuínas levam tempo.


Quais elementos desta lista você precisa trabalhar mais? 



Fonte: Forbes mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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sábado, 30 de novembro de 2013

O Dedo de Gelo da Morte


Hoje é dia de mostrar mais um capricho da natureza, desta vez um fenômeno que tem muito de assustador. Repórteres da BBC foram até a Antártica documentar o efeito do “Dedo de Gelo da Morte”, que consiste em uma enorme coluna de gelo que, quando toca o fundo do oceano, congela e mata todos os animais que vivem em volta.

O que acontece é o seguinte: as temperaturas no fundo do mar são sempre mais altas que acima da superfície, o que faz com que os fluxos de calor vindos do mar quente até ao ar frio formem gelo. À superfície, a água salgada tende a solidificar e, nesse processo, se une em torno da mesma coluna, como se fosse uma gigantesca “estalactite”. À medida que esse tubo de gelo vai descendo para as profundezas do mar vai entrando em contato com uma temperatura mais amena.

Mas é quando toca o chão que a “magia” se dá: o gelo se espalha pelo fundo do mar, como se fosse um líquido derramado no chão, destruindo tudo à sua volta. Ouriços, estrelas-do-mar e outros habitantes do fundo do oceano morrem instantaneamente, nem tanto pelo choque térmico, mas por se verem envolvidos nessa ‘teia de gelo’ que alastra e da qual não conseguem se libertar

Os repórteres da BBC montaram as câmeras em locais de difícil acesso e fizeram essas imagens incríveis – em seis horas, a coluna de gelo se formou, afundou e congelou tudo ao redor. Assista:



Fonte: Hypeness mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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