Leonardo Martins - Mentalista

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Infográfico: Dicas de Linguagem Corporal para Entrevistas



Fonte: Science of People mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Special Head levita ao vivo e choca a multidão

Uma incrível levitação ao vivo.


Esta foi a primeira em vez que Howard volta atrás no America's Got Talent.





Ok, o cara podia ter sido um pouco menos pretensioso.
 

Mas a levitação foi incrível ou não foi?






Você pode ver este mesmo efeito realizado nas ruas da Espanha neste post aqui.  mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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terça-feira, 4 de junho de 2013

Cães já sabem decifrar nossas intenções

Brian Hare: "A domesticação tornou os cães capazes de decifrar as nossas intenções”






Para o especialista em psicologia canina, o convívio com humanos fez os cachorros desenvolverem inteligência social e um processo de aprendizagem semelhante à de crianças pequenas.



Se você tem ou teve cachorros, já deve ter se perguntado no que eles costumam pensar. O antropólogo americano Brian Hare, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, dedica sua vida para decifrar como eles pensam. Hare gosta de se identificar como dog guy (o cara dos cachorros), tamanho seu fascínio por cães. Na faculdade, aprendeu que a comunicação por meio de gestos, como mímicas, era habilidade exclusiva dos humanos. Mas sabia que seu cão Oreo conseguia entender seus recados e comandos. Após aplicar uma série de testes para verificar sua memória e raciocínio, teve certeza: Oreo era mais esperto do que imaginava.

A curiosidade inicial impulsionou os anos de pesquisa que viriam a seguir, cujos principais resultados podem ser conferidos em seu novo livro The Genius of Dogs: How dogs are smarter than you think (O gênio dos cachorros: por que eles são mais espertos do que você imagina, com lançamento no Brasil previsto para novembro pela Editora Zahar), escrito em parceria com sua mulher, Vanessa Woods.

Segundo Hare, o convívio com humanos teria feito com que cães desenvolvessem um sistema de aprendizagem semelhante ao observado em crianças pequenas. Eles conseguem ler os sinais de seus donos e, em alguns casos, imitá-los e reproduzi-los quando necessário. Assim como as crianças pequenas e seus pais. “Se apontamos algo a um bebê, ele entende sobre o que estamos falando – ainda que não saiba exatamente o que está sendo dito”, diz Hare. Outro exemplo seria o latido, uma forma de imitar a fala humana. De acordo com Hare, membro do Conselho de Neurociência Cognitiva da Universidade Duke, os lobos, ancestrais dos cães, raramente latem para se comunicar. Para ele, cães latem porque nos vêem falando.

As conclusões sobre o funcionamento da mente canina ainda são incipientes. Brian Hare diz nesta entrevista a ÉPOCA que sua pesquisa está apenas no começo. Sob sua liderança, um time de pesquisadores toca o Dognition, plataforma online lançada em fevereiro deste ano para ser o maior banco de dados do mundo sobre cães. O objetivo do projeto é reunir informações prestando um serviço para donos de animais de todo o planeta. Após fazer o cadastro e pagar uma taxa (que varia de US$ 39 a US$ 147, de acordo com o plano), a pessoa recebe quais testes de aplicar no cão, em forma de jogos. Ao informar os resultados observados, o usuário recebe um perfil cognitivo de seu pet, que basicamente diz qual o seu tipo de comportamento. Para Hare, as informações coletadas podem dar origem a pesquisas que vão facilitar desde o adestramento à identificação de cachorros aptos a designar atividades específicas, como os farejadores e os cães-guia. Com respostas sobre como pensam, nossa relação com eles só têm a ganhar.

ÉPOCA: Por que o senhor acha que os cães são mais espertos do que imaginamos?
Hare: Depois de nós, humanos, eles são os mamíferos mais bem sucedidos do planeta. Vivem dentro de nossas casas, sentam-se em nossos sofás e, se bobear, até dormem em nossas camas. Descobrimos que a domesticação fez com que desenvolvessem uma inteligência social, tornando-os capazes de decifrar as nossas intenções. Eles aprenderam uma forma de se comunicar e interagir conosco semelhante à de crianças pequenas.

ÉPOCA: Como assim?
Hare: Nem nossos “parentes” mais próximos, como os chimpanzés, são capazes de entender os gestos humanos e se expressar por meio deles como os cães. Por exemplo, quando se aponta para um brinquedo que está escondido, esse gesto faz o cão levar seu olhar do dedo da pessoa ao local onde está o objeto. Como disse anteriormente, é uma reação semelhante à de crianças que ainda não sabem falar. Assim como elas, os cachorros entendem quando demonstramos interesse em cooperar e nos comunicar com eles. Também conseguem memorizar palavras por meio de associações. Esses tipos de habilidades comunicativas permitem que os cães se relacionem socialmente com a gente de uma forma incrível.

ÉPOCA: O que faz da nossa relação com os cachorros tão especial?
Hare: Cientificamente, ao interagir com cachorros nossa pressão sanguínea cai e as taxas de ocitocina, beta-endorfina e dopamina (substâncias associadas a sensações de prazer) aumentam em nosso corpo. Ter um cachorro pode tornar seu dono mais atraente e emocionalmente seguro. Essa proximidade também é benéfica para os cães. Suas taxas de ocitocina também sobem quando estão perto de gente. Tanto é que muitos preferem passar mais tempo com humanos que com outros cães.

ÉPOCA: Como o Dognition pode melhorar o relacionamento entre cães e seus donos?
Hare: Sabemos muito pouco sobre como pensam nossos amigos de quatro patas. Até hoje, o maior estudo sobre cães contou com dados de 15 mil cachorros. A nossa plataforma online tem potencial para reunir informações de milhões deles, o que vai permitir responder questões que antes só especulávamos, como, por exemplo, se a agitação é uma característica individual, da raça, do habitat ou do sexo do cão. Esses dados também podem ajudar a identificar que tipos de cães são mais aptos a prestar serviços, como os cães-guia e os farejadores, além de influenciar o desenvolvimento de novas técnicas de adestramento.

ÉPOCA: Como fazer para confiar nesses dados, que são recolhidos sem que o senhor possa comprová-los?
Hare: Nossa metodologia é bastante consistente. Os mesmos testes sugeridos no site já foram feitos em laboratório. São fáceis de serem aplicados e seus resultados, seguros. Pesquisas não são feitas só por quem tem doutorado. Esse estudo é realizado a partir da colaboração de qualquer pessoa que tenha tempo, disposição e vontade de aprender mais sobre seu cachorro e, ao mesmo tempo, nos ajudar a colher dados para pesquisas futuras. Hoje, o Dognition reúne dados de milhares de cães de mais de 40 países.

ÉPOCA: Como esses exercícios são estruturados?
Hare: Os jogos são rápidos e costumam durar de 15 a 30 minutos cada. Eles testam diferentes tipos de habilidade canina, como empatia, comunicação e raciocínio. Em um exercício para avaliar a memória, por exemplo, o dono deve esconder um brinquedo em frente ao cachorro. Após 10 segundos, o cão é solto e deve lembrar onde o objeto está. Alguns cães vão direto ao esconderijo. Já outros se esquecem do objeto...

ÉPOCA: Existem cães mais inteligentes que outros?
Hare: Dizem que os Border Collies são os mais espertos, mas não há estudos que, de fato, comprovem isso. Cachorros diferentes usam estratégias e abordagens particulares para resolver problemas. Há vários tipos de inteligência comportamental. Um estilo cognitivo pode ser melhor em um contexto que em outro. Não é correto compará-los. É como dizer que um martelo é uma ferramenta melhor que uma chave de fenda. Depende da necessidade.


Fonte: Revista Época mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Britânica perde 25 kg após 'redução de estômago' por hipnose

Uma britânica afirma ter perdido 25 quilos após passar por cinco sessões de hipnoterapia durante as quais ela teria sido convencida de que seu estômago foi reduzido ao tamanho de uma bola de golfe.


Marion Corns, de 35 anos, diz ter passado pelas sessões de hipnose há quatro meses em uma clínica na Espanha e, desde então, diz conseguir comer apenas pequenas porções de comida e reduzido oito medidas.

Durante as sessões, os hipnoterapeutas espalharam pela sala aromas semelhantes aos dos cheiros de um hospital e, em um dado momento, Marion disse ter sentido um aperto em seu estômago, como se um anel estivesse sendo instalado no órgão para reduzir seu tamanho.

"Eu tentei todos os tipos de dieta, desde pílulas, vigilantes do peso, Atkins e personal trainer e nada adiantou", conta Marion.

"Agora eu emagreço mais de um quilo por semana porque acredito que tenho um anel no meu estômago".

"O incrível é que posso lembrar cada parte do procedimento, desde o momento em que fui levada de maca para a sala, o barulho da faca do cirurgião, e até o cheiro da anestesia."

A clínica Elite, que realizou a operação, disse à BBC Brasil ter tratado cerca de 100 pessoas desde que começou a oferecer o tratamento comercialmente em dezembro passado.

"Nossa taxa de sucesso fica em torno de 75%", disse o diretor da clínica, Martin Shirran.

O procedimento custa 800 euros (R$ 2,2 mil) e, quando a meta de redução de peso é atingida, o cliente é convidado a voltar ao local para uma última sessão em que a hipnose é revertida.

O diretor da clínica admite que os resultados, no entanto, não foram confirmados por uma fonte independente.

"Mas estamos trabalhando para que isso aconteça".

"Até agora, não recebemos críticas de ninguém. Pelo contrário, mesmo médicos têm reconhecido nosso esforço em enfrentar a questão da dieta por meio uma abordagem psicológica", disse.

Riscos


A médica Ursula Arens, da British Dietary Association, disse à BBC Brasil que há um sério risco de que a pessoa possa desenvolver uma fobia por comida a longo prazo, devido aos efeitos que a hipnose pode provocar em sua mente.

"A hipnose elimina todos os riscos inerentes a uma cirurgia convencional, mas ainda é muito cedo para provar que a técnica é uma arma poderosa no combate à obesidade", afirmou a médica.

"Ainda não foram feitos estudos independentes que comprovem a eficácia do tratamento. A técnica pode ajudar durante os primeiros meses, mas não se sabe se, a longo prazo, a pessoa vai voltar a comer uma dieta balanceada, tão essencial para a manutenção de um peso saudável", completou.


Fonte: BBC mentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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domingo, 2 de junho de 2013

As ilusões e alucinações no limite da percepção do cérebro humano














Por Sérgio Arthuro
Para Portal da Neurociência


Um dos temas que mais me fascina na relação entre neurociência, filosofia e arte, são as ilusões e alucinações. O termo ilusão se refere a uma senso-percepção enganosa de algum estímulo do ambiente.

Pode ser em termos visuais = ao vermos uma sombra de uma árvore e nos confundirmos com uma pessoa, ou em termos auditivos = ao acharmos que o celular tocou ou que alguém chamou pelo nosso nome, por exemplo. No caso das ilusões, depois de percebermos o engano, conseguimos saber porque: “ahh era só uma sombra mesmo!” ou “jurei que meu celular tinha tocado, mas não tem nenhuma chamada não…”.

As ilusões se diferem das alucinações porque nessas últimas não há um estímulo evidente do ambiente que gere a percepção. Como exemplos de alucinações, as mais comuns são:

1) em termos fisiológicos = presentes nas transições do começo e fim do sono (ditas hipnagógicas), bem como no sono REM – os sonhos.

2) no universo patológico = as alucinações auditivas dos pacientes esquizofrênicos que dizem que escutam vozes.

3) no conjunto dos estados alterados de consciência = alucinações visuais induzidas por psicotrópicos sintéticos como o LSD, entre outros.

Vários artistas já se debruçaram sobre as ilusões de ótica (e alucinações), mas gostaria de destacar três: o pioneiro, o mais famoso e o menos reconhecido, na minha opinião.

O pioneiro talvez seja Giuseppe Arcimboldo, que já no século XVI fazia pinturas muito a frente do seu tempo, como na observada a seguir, entre outras que podem ser encontradas aqui (figura ao lado).



O mais famoso é o surrealista Salvador Dalí, que pinta cenas oníricas de tal forma que faz aparecer um rosto humano num segundo plano.

Os contornos da face são originados de forma inusitada, mas saltam aos olhos depois que percebemos pela primeira vez, como em La imatge desapareix (figura ao lado) e Rostre de Mae West , que estão disponíveis aqui (Salvador Dalí), entre outros.

O menos conhecido, mas não menos genial é Julien Beever, que brinca com a questão da perspectiva para criar ilusões de 3D: ele pinta o chão e tira foto de um ângulo específico que produz um efeito sensacional (link). Beever está fazendo escola, e vários artistas estão seguindo a sua linha (link).

Disponibilizo aqui também 5 endereços que mostram na prática várias ilusões de ótica:

1 - Nesse aqui é possível manipular os parâmetros da ilusão e ver como ela muda a sua percepção da mesma.
2 - Vídeo que induz ilusões de movimento onde não há.
3 - Esse aqui é dos melhores que já vi!
4 - Episódio sobre ótica e ilusões da série Ciência em Casa.
5 - Competição anual sobre ilusões de ótica.

Dessa forma, apesar do nosso cérebro ser a “coisa” mais complexa e poderosa do universo conhecido pela ciência humana, ele tem limites. Acredito que as ilusões e alucinações acontecem – e são uma indicação direta – dos limites do nosso cérebro no processo de construção das imagens.

Assim, como diria Husserl (pai da filosofia fenomenológica), duas pessoas podem estar vendo o mesmo objeto de forma diferente, porque dois fenômenos diferentes são gerados a partir da interação de cérebro-mentes diferentes com o mesmo objeto.

Isso me faz pensar que se nos colocássemos mais no lugar do outro (em vez de simplesmente julga-los por serem ou pensarem diferente) talvez houvesse menos conflitos e guerras, e assim tivéssemos um mundo melhor para se viver.

Para concluir, acredito que apesar dos nossos sentidos serem a única forma de nos correspondermos com o ambiente, não podemos confiar plenamente neles – pois podemos simplesmente estar enganados – o que para mim é uma enorme lição de humildade, uma das mais importantes de todas as virtudes.


Fonte: Portal da Neurociênciamentalismo mágica mentalista entretenimento adulto
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