Leonardo Martins - Mentalista

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Omar Pasha - Black Art

Sem truques de câmera. 



Você vê no vídeo exatamente o que estaria vendo se estivesse em um teatro em 1880.

Este é Omar Pasha, em uma performance do que é chamado de "Black Art", um estilo de mágica da Era Vitoriana.

Simplesmente maravilhoso.

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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Richard Wiseman

Richard Wiseman é mágico profissional e Ph.D. em Psicologia. Atualmente é professor Universidade de Hertfordshire, Inglaterra. Publicou vários livros, entre eles o editado no Brasil: 59 segundos (Recomendo).

"Em meados dos anos 1980, o psicólogo de Harvard, Daniel Wegner, deparou por acaso com uma frase obscura, mas intrigante retirada de Notas de inverno sobre impressões de verão, de Dostoiévski: "Tente atribuir-se a tarefa de não pensar num urso polar e você verá que essa maldita idéia lhe virá à mente a cada minuto." Wegner decidiu realizar uma experiência simples para descobrir se isso é verdade. Cada pessoa de um grupo de voluntários se dispôs a ficar sentada, sozinha numa sala, e recebeu a incumbência de pensar em qualquer coisa, MENOS no urso polar de Dostoiévski. Pediu-se que cada uma delas tocasse uma campainha toda vez que o urso proibido surgisse em sua mente. Em pouco tempo uma cacofonia de campainhas mostrou que Dostoiévski estava certo: tentar suprimir certos pensamentos faz com que as pessoas pensem de forma obsessiva exatamente por aquilo que estão tentando evitar.

(...) Mais de 20 anos de pesquisa têm demonstrado que esse fenômeno paradoxal acontece em diferentes aspectos da vida diária, mostrando, por exemplo, que pedir que pessoas em dieta não pensem em chocolate faz com que aumentem o consumo de tal alimento, e pedir que a população não eleja tolos para o governo a estimula a votar em George Bush."

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Vigaristas do velhos tempos: George Parker

E se você acredita... eu tenho uma ponte e eu gostaria de vendê-la ...

Esta é uma frase embutida na cultura americana, e refere-se, naturalmente, para vender a algum idiota a Ponte do Brooklyn. Tudo isso vem de um homem: George Parker (1870-1936).


Na verdade, ele era tão bom em vender marcos públicos, que ele vendia a ponte de Brooklyn duas vezes por semana,  POR ANOS. Parker convencia empresários de que a cidade precisava de dinheiro e que precisava vender alguns ativos (hoje em dia pode-se usar o termo “vigarista” em nome de "privatização") e uma pessoa que possuísse a ponte poderia fazer uma fortuna cobrando um pedágio para os motoristas que queriam atravessá-la. A polícia rotineiramente tinha de vir e parar a rodada de "novos proprietários" que estavam montando cabines de pedágio.

Ele poderia alugar escritórios mobiliados impressionantemente cheio de funcionários que trabalham duro (outros vigaristas). Para impressionar e convencer sobre sua licença, mudava de escritórios regularmente. Ele forjava documentos falsos impecáveis, oferecendo prova de ser dono de várias propriedades.

Um método de ganhar credibilidade era simplesmente ficar andando à toa pela ponte por horas, casualmente puxando conversas. Ele poderia mencionar que estava planejando fazer uma cabine de pedágio, e oferecia a licença para coletar pedágios. Mais tarde, iria confessar que sendo um engenheiro, ele não era tão experiente neste aspecto do negócio. De fato, ele tinha outras pontes para construir e queria sair da coisa toda. Outras vezes, ele seria um funcionário do governo. A licença poderia ser transferida para as suas mãos e... boom.

Às vezes, se a licença não poderia ser paga pelo preço inteiro, Parker fazia um "empréstimo" de uma parte do dinheiro necessário para comprar a ponte. Ele tentou o primeiro golpe quando tinha apenas 20 anos: convenceu um turista a vir a Nova York para comprar a ponte. O golpe funcionou e ele fugiu por 45 anos.

Ele vendeu Madison Square Garden inúmeras vezes, o Metropolitan Museum of Art, a Estátua da Liberdade, se pôs como neto do general Grant para vender o tomo de Grant.

Seu sucesso foi lendário. No entanto, todas as coisas boas chegaram ao fim, finalmente em 1928 ele foi preso e condenado a pena de prisão perpétua, que cumpriu nos seus 8 anos seguintes de vida. Ele foi extremamente popular na prisão, tanto entre os outros detentos como com os guardas, que se deliciavam com suas façanhas.

Fonte: The SteamPunk Opera

Breve Resumo da História da Mágica

(Hieronymus Bosch: The Conjurer, 1475-1480)

Por Carlos Steiner (curso de mágica clássica):

"A mágica é uma das artes mais antigas, os historiadores datam sua existência desde os primórdios da civilização. Quem demonstrasse ter mais poderes mágicos teria o domínio sobre os demais.

Na era Medieval todo rei tinha um mago e esses magos eram conhecedores da arte da mágica que passavam sigilosamente aos seus aprendizes. Os aprendizes eram selecionados dentre aqueles que tivessem maior capacidade de guardar segredo, especialmente o maior de todos: tudo é truque.

A mágica só tomou espaço nas casas de espetáculos no século XIX com o francês Robert Houdin, entretanto só veio a ser mundialmente difundida com o húngaro Houdini, mestre dos escapes.

Atualmente houve uma reformulação na mágica onde o entrosamento entre o artista e a platéia é fundamental.

Na década de 70 surge um mágico que usava Jeans e camiseta, chamado Doug Henning. Apesar de não ser um nome mundialmente conhecido alcançou muito sucesso no Canadá e nos Estados Unidos, na Broadway, foi protagonista de grandes marcas de bilheteria. Como Robert Houdin, Henning aproximou a mágica da realidade. Seu show fazia sucesso mesmo sem ser 100% polido e com um elenco amador.

Nascido no dia 16 de setembro de 1956, em New Jersey, David Seth Kotkin, David Copperfield foi o responsável por divulgar a arte mágica pelo mundo. Com seu profissionalismo, Copperfield, poliu seu show e, como seu precursor (Henning), aproximou a mágica da platéia. Sexto artista mais bem pago do mundo, recordista da Broadway, tornou a mágica um grande e lucrativo negócio."

SteamPunk


Em minhas pesquisas sobre a Era Vitoriana, inspiração para minhas rotinas de Mentalismo, esbarrei com um gênero de literatura e movimento muito, muito interessante. O SteamPunk, nas palavras de Bruno Accioly:

"SteamPunk é um movimento cultural espontâneo, engajado e multimedia, cuja característica mais fundamental é uma abordagem fantasiosa da estética do Século XIX, através de qualquer forma de expressão, em uma realidade alternativa onde as conquistas científicas e tecnológicas da Belle Époque teriam alcançado sucesso que de fato jamais alcançou.

Em obras SteamPunk notórios personagens históricos interagem com personagens fictícios de romances de 1800, carruagens a vapor dividem seu espaço nas ruas com cavalos guiados por autômatos cheios de engrenagens aparentes. Em obras SteamPunk dirigíveis colossais dividem os céus com aviões impossíveis que jamais voaram na vida real e a magia da eletricidade recém descoberta começa a ser posta a prova por homens brilhantes em toda parte.

O resultado carismático de qualquer obra SteamPunk é atraente, sobretudo, por conta de que este produto cultural representa uma caricatura retrofuturista de um presente que todos conhecemos muito bem. O SteamPunk é uma tentativa de transportar uma série de elementos tecnológicos para uma época tão maravilhosa e ao mesmo tempo tão sombria quanto o momento em que vivemos.

Talvez por isso, profissionais de inúmeras disciplinas vêm usando o SteamPunk como inspiração ou como tema central de suas obras, sejam elas indumentária, cenografia, ilustrações, pinturas, esculturas, websites, livros, quadrinhos, animações, propagandas, séries de TV, cinema e, recentemente, eventos, projetos arquitetônicos e até casamentos inspirados no gênero.

Ao contrário do que se poderia esperar, em um mundo onde movimentos de nicho ocorrem como resultado de um produto de mídia como “Guerra nas Estrelas” ou “O Senhor dos Anéis”, o movimento SteamPunk não começa com o lançamento de um produto ou franquia. Trata-se de um movimento que vem eclodindo desde a Década de 80, quando surge na literatura, ganha forças na Europa na Década de 90 e, no início do Século XXI, crece nos EUA e no Brasil em decorrência do uso da Internet como meio de comunicação.

Há alguns anos, a resposta para “O que é SteamPunk?” seria: “SteamPunk é um sub-gênero da literatura de ficção científica”. Tal definição, entretanto, envelheceu mal, e não atende a realidade dos fatos. O SteamPunk, no alvorecer da primeira década deste novo Século se transforma em movimento legítimo por força da produção cultural de massa, sem qualquer chancela corporativa, sem um único dono, sem restrições e sem fronteiras.

É por estes motivos que o SteamPunk é uma tabula rasa, um quadro em branco, um campo fértil para a criação original de obras executadas em diferentes formas de expressão, cada qual manifestando um diferente corte desta realidade fantástica, cada um usando o SteamPunk como premissa para contar uma história."

Links:
SteamPunk
Vapor Marginal
SteamCast

(Foto do post: capa do livro Vapor Punk, coletânia de contos da Língua Portuguesa sobre o gênero: Recomendo.)
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